Uma start-up localizada nos Países Baixos, a SpaceLife Origin, quer enviar uma mulher grávida para 250 milhas acima da atmosfera terrestre, para dar luz ao primeiro ser humano extraterrestre da História, em nome da ciência.

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Caso nosso planeta se torne insustetentável para o desenvolvimento da vida, nossa espécie só pode nutrir esperanças de deixá-lo e procurar outro lugar para se instalar, seja num receptáculo espacial ou em outro planeta. Mas para que este êxodo encontre sucesso, é necessário aprender a reproduzir no espaço – e foi assim que a companhia em questão resolveu testar o experimento.

Ainda sem alguém em mente, visto que o lançamento está previsto para 2024, a SpaceLife deseja que a “cobaia” em questão entre em trabalho de parto nas condições de gravidade zero. Parece ser uma ideia bizarra, visto que a humanidade ainda está bem longe se de tornar apta a viver lá fora.

De acordo com Egbert Edelbroek, um dos executivos da empresa alemã, aprender a ter filhos é uma política de seguro para nossa raça. Mesmo se descobrimos ou construirmos um espaço habitável fora da Terra, é necessário aprender a perpetuar nossa espécia em condições às quais não estamos acostumados.

Edelbroek também diz que já teve reuniões com diversas companhias de voos espaciais dispostas a transportar o time 250 milhas (aproximadamente quatrocentos quilômetros), e com nomes bastante abastados também dispostos a financiar o projeto.

Ele também já entrou em acordos com mulheres para que se tornem as primeiras a parir no espaço. Entretanto, caso a companhia encontre uma voluntária, um foguete comercial e o dinheiro necessário, a missão pode ser um desastre logístico, devido à proteção da mãe e do bebê – fatores que mais preocupam os cientistas. Afinal, ninguém pode ter ideia de quais consequências a gravidade zero pode ter no feto.

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