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Conheça a história dos Karoshi, os trabalhadores japoneses que morrem de estafa

No mundo contemporâneo já sabemos como funciona a rotina de trabalho. Totalmente dependentes de tecnologia que facilita ao máximo nossa comunicação, não temos mais hora para desligar a cabeça do trabalho. Se chegar algum pedido ou algum acontecimento importante, acabamos trabalhando muito além do horário do expediente. 

Eu mesmo já me encontrei pulando para o computador a fim de escrever uma notícia urgente de obituário ou algo tão importante quanto durante as madrugadas para postar aqui no site. 

A morte por estafa (esgotamento físico completo) pode não ser novidade para nós, afinal desde 1930, quando o lendário e premiado produtor de cinema Irving Thalberg morreu apenas com 37 anos por conta da estafa, o mundo moderno teve um grande choque. 

Mesmo assim, sabemos que se aqui no Brasil já trabalhamos bastante, no Japão as coisas são ainda mais exaustivas. Inúmeros japoneses estão morrendo de estafa a tal ponto que esses mortos receberam o apelido de Karoshi. Em 2013, por exemplo, Miwa Sado, uma jornalista da rádio NHK, morreu de infarto fulminante com apenas 30 anos enquanto digitava mensagens no seu celular.

Entre as causas das mortes pelo ápice de estresse estão infartos, derrames cerebrais e até mesmo suicídios. Apesar do problema tomar grandes proporções em países asiáticos, apenas o Japão está determinado a combater isso oferecendo indenização às famílias dos mortos, além de colocar as empresas em uma lista negra revelando as péssimas condições de trabalho.

Segundo estatísticas oficiais, morrem entre 1.000 e 2.000 pessoas por karoshi a cada ano, porém os números reais podem ser maiores já que há muita ocultação de rastros para ocultar o karoshi por vergonha dos familiares. 

Isso ocorre em pessoas que passam com folga da marca de cem horas semanais de trabalho. Por ano, superam a marca das 3.000 horas. Trabalhar é bom e uma necessidade vital ao ser humano, mas é preciso de consciência para desacelerar o ritmo e viver a vida. 

Do contrário, diversos profissionais estão esgotando toda a sua saúde e vida produtiva antes mesmo de chegar aos 30 anos. Que haja mais debate sobre esse problema que pode se tornar endêmico em todo o mundo.

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Publicado por Matheus Fragata

Editor-geral do Bastidores, formado em Cinema seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas.

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