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Crítica | Scream Queens – 2×01: Scream Again

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Scream Queens voltou com toda força nessa última quarta-feira. Como anunciado por Ryan Murphy há alguns meses, a série, diferentemente de American Horror Story – sua outra obra original – não será antológica; o elenco e os personagens serão os mesmos, e o que muda é o tema.

Como também já sabíamos, esse novo ano se passará num hospital. Numa clínica de reabilitação, para ser mais exato, chamada C.U.R.E., e que tem como principal lema “curar o incurável”. A ex-reitora Dean Munsch (Jamie Lee Curtis), depois de se tornar uma das personalidades mais conhecidas no mundo inteira e uma defensora do novo feminismo, resolveu utilizar toda a sua fortuna, informação que insiste em repetir, para adquirir o antigo hospital Nossa Senhora do Sofrimento e reformá-lo. Assim, contrata o cirurgião plástico Brock Holt (John Stamos) e o médico-assistente Cassidy Cascade (Taylor Lautner). Além disso, decide fazer boas ações e contrata Zayday Williams (Keke Palmer), a qual decidiu sair da fraternidade e começar seu curso de medicina, como residente, além de colocar Chanel Oberlin (Emma Roberts) e suas “minions”, Chanel #3 (Billie Lourd) e Chanel #5 (Abigail Breslin) como enfermeiras – as quais também saíram da universidade e se formaram em Comunicação, mas são odiadas por todo mundo por serem quem são.

Obviamente, tudo parece correr perfeitamente: o primeiro caso a ser estudado pela nova equipe é de uma pobre mulher que sofre de hipertricose – mais conhecida como Síndrome do Lobisomem. Mas antes mesmo que a história no ano de 2016 começa, somos apresentados a um breve flashback, como ocorreu na temporada anterior: uma festa de Halloween ocorrida no final da década de 1970 que culminou na morte de um paciente, ocasionada pelos próprios médicos. Para se livrarem da culpa, jogam o cadáver no pântano e, sobre ele, uma fantasia do “demônio verde” – o novo antagonista.

Em meio a diálogos irônicos e autoexplicativos, o episódio piloto funciona como uma narrativa nostálgica, dando-nos a falsa impressão de que agora tudo será mais tranquilo. Entretanto, passamos quarenta minutos pensando quando o assassino aparecerá, e isso nos afasta um pouco das tramas. O “demônio” aparece apenas na última cena, onde vemos Chanel #5 e a paciente praticando hidroterapia e acidentalmente ficando presas em banheiras de tratamento subaquático, enquanto agredidas pelo assassino. Apesar de não ficar completamente claro, somos levados a entender que ambas as garotas morreram e que, com a apresentação dos novos personagens, o culpado pode ser qualquer um deles – afinal, todos parecem esconder um segredo.

Os acontecimentos, embora se mostrem impossíveis, reforçam a ideia trash desejada por Ryan Murphy, utilizando um humor ácido que simboliza a natureza contraditória do próprio ser humano, bem como criticar os próprios padrões de beleza e profissionais da área médica – ainda que de forma sutil. Munsch, as Chanels e Zayday não são doutoras, mas mesmo assim constroem seu caminho para o meio da saúde, com o objetivo se tornarem nomes conhecidos no meio.

De forma geral, o piloto é bem ritmado e traz elementos de Murphy já vistos em outras séries – como o gore de American Horror Story e a tragicômico de Nip & Tuck. Um começo interessante, por assim dizer, que nos faz querer ver mais do antagonista principal e descobrir quem ele é.

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Publicado por Thiago Nolla

Thiago Nolla faz um pouco de tudo: é ator, escritor, dançarino e faz audiovisual por ter uma paixão indescritível pela arte. É um inveterado fã de contos de fadas e histórias de suspense e tem como maiores inspirações a estética expressionista de Fritz Lang e a narrativa dinâmica de Aaron Sorkin. Um de seus maiores sonhos é interpretar o Gênio da Lâmpada de Aladdin no musical da Broadway.

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