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Crítica | The Walking Dead – 07×06: Swear

nota-2,5

“Swear” começa de forma familiar mas interessante com Tara (Alanna Masterson) desmaiada em uma praia sendo descoberta por duas meninas, Cyndie (Sydney Park) e Rachel (Mimi Kirkland), dando a impressão que algo diferente estava por vir. Mas era só impressão mesmo. Mais uma vez focando em um núcleo, assim como todos os outros episódios dessa temporada, “Swear” comete o grave erro – já comum na série – de confundir atenção a algum personagem com o desenvolvimento deste. 

Confesso que nem lembrava mais do rumo seguido por Tara e Heath na temporada passada, nem onde estavam, nem de seus objetivos. Demorei a montar tudo enquanto via, problema intensificado pela confusa passagem de tempo, sendo ajudado somente pelos últimos minutos do espiódio. Logo, ao mesmo tempo surpreso pela opção de foco, também estava confuso. 

Mais surpreso ainda estava quando, aos poucos, identificava a comunidade como “Oceanside”, principalmente, através do tipo de alimentos que a chefe do local dizia ter de forma farta. Fiquei ainda mais interessado conforme algumas peças iam se montando para o futuro como quando Tara observa um armário lotado de armas e uma amizade é formada. Mas, infelizmente, o episódio não foge disso. Mais uma montagem de situações para eventos futuros. O pior é que toda a estrutura é executada de forma clichê. 

Há a personagem “diferente de todas” que faz amizade com Tara, há a desconfiança da comunidade sobre o que fazer com ela, as fugas, a ajuda de último minuto em situações de risco, o passado obscuro da comunidade (essa, uma bem vinda escolha). Está tudo lá. E ninguém recebe desenvolvimento. Ao final, apenas somos apresentados a pupulação de mulheres de “Oceanside” mas não as conhecemos, sabemos pouco ou nada de cada uma delas. Somente de suas motivações. Cyndie é a que recebe um trato maior mas não foi o suficiente. E Tara? 

A personagem de Alanna Masterson só é posta em uma situação diferente do já visto. Não cresce, não evolui, não participa de um arco de aprendizado e transformação, portanto, não é desenvolvida, apenas recebe atenção. E de brinde ainda recebemos o mistério do paradeiro de Heath, que certamente sobreviveu e, claro, será resolvido em algum momento conveniente futuro. 

“Swear” é um emaranhado de clichês executado de forma preguiçosa – até o descaso com a técnica é notável, visto que a cena do jantar poderia render um bom jogo de fotografia – e apressado que não adiciona nada em termos de desenvolvimento de personagens, somente preocupado em estabelecer elementos que serão usados futuramente, provando ser um episódio que poderia ter sido condensado junto com o anterior ou algum outro qualquer desde o episódio 2, com a história dividida em 2 partes. O final da midseason já está chegando e o saldo não está sendo tão positivo. Uma pena ter de depositar a fé apenas nos 2 últimos episódios do ano. Esperemos entregarem algo a mais do que simples situações sem transformações. 

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Publicado por Cemitério Bastidores

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