A verba pública destinada ao Carnaval sempre rende muita, mas muita discussão pelo uso polêmico desse dinheiro revertido para apenas algumas noites de festa. 

Agora, o debate vem novamente à tona por conta do Grupo Especial das escolas de samba do Rio de Janeiro que afirmam ser impossível fazer os desfiles apenas com a verba reduzida da prefeitura de R$ 500 mil. 

Segundo o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Castanheira, o valor combinado em várias reuniões com a prefeitura é que cada agremiação receberia R$ 1 milhão. Com o corte surpresa, dirigentes estão reduzindo custos ao optar por materiais mais baratos para fazer o espetáculo na Sapucaí.

Na segunda-feira será realizada uma reunião de emergência na sede da Liesa para discutir o problema.

É um momento dramático que as escolas estão passando.”, diz Castanheira, acrescentando que cada escola tem até agora R$ 4,5 milhões.

O que ocorreu foi a desistência da Uber em arcar com os R$ 500 mil do acordo, jogando todo o investimento nas costas da prefeitura da cidade, que acabou recusando gastar tanto. 

O motivo do abandono do investimento se deu por ordem da matriz americana, devido à operação Furna da Onça, que acarretou na prisão de Chiquinho da Mangueira, deputado estadual e presidente da escola de samba.

Sem a Uber, a Riotur, secretaria de turismo da cidade, procurou o app rival 99 para levantar o dinheiro restante, mas também não conseguiu convencer os empresários do serviço.

Agora, as escolas correm contra o tempo para entregarem um espetáculo digno para o público, embora um tanto mais simples. Terão que fazer mudanças no regulamento interno para conseguirem reduzir o número de alas e carros alegóricos. Do contrário, um caos completo pode se instalar nos meses seguintes já bastante próximos do Carnaval

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