Um estudo realizar pelo agregador de críticas Rotten Tomatoes utilizou dados coletados de seu próprio Tomatometer e revelou que apenas 10% dos remakes e reboots foram aclamados criticamente e superaram o sucesso de seus predecessores.

A análise utilizou compilou mais de 400 remakes e reboots lançados entre 1978 e 2018, revelando uma média de 47% de aprovação para aqueles e 53% para estes. As obras originais tipicamente foram melhores que os remakes (81%) e que os reboots (69%).

Apenas quarenta longas-metragens foram melhor recebidos que os originais.

O critério usado para o estudo foi:

O que é um remake? – É um filme com a mesma história e título (em sua maior parte) que um já produzido.

O que é um reboot? – É um novo começo para um mundo ficcional já criado. Por exemplo, Star Trek de 2009 é um reboot pois traz personagens conhecidos em uma nova aventura. Não é a mesma história contada duas vezes.

374 remakes e 43 reboots.

306 remakes e seus originais tiveram a mesma pontuação no Tomatometer.

68 remakes tiveram pontuações no Tomatometer enquanto seus originais não foram avaliados (não foram incluídos).

Apenas 33% dos remakes possuem uma avaliação “fresh”, incluindo Os Infiltrados, dirigido por Martin Scorsese em 2006, Os Indomáveis, de 2007 e o live-action de A Bela e a Fera de 2017. Nasce Uma Estrela também possui uma nota consideravelmente alta, alcançando os 90% em seu terceiro remake.

Dentre os 40 remakes que ultrapassam seus originais, podemos citar Onze Homens e Um Segredo, de 2001 (82% de aprovação contra 52% do filme de 1960), Bravura Indômita, de 2010 (96% contra 88% do filme de 1969) e Mogli – O Menino Lobo, de 2016 (95% contra 86% conquistados pela animação da Walt Disney Studios em 1967).

2005 e 2006 foram dois anos que trouxeram quase 20 remakes e reboots para as telonas, incluindo Batman BeginsGuerra dos MundosKing Kong. O gênero mais relido, o terror, alcançou uma média de 39% e trouxe remakes de A NévoaCasa de CeraHorror em Amityville.

A Disney, que há algum tempo já foca em remakes para o live-action de seu catálogo animado, teve alguns tropeços pelo caminho – como Soltando os CachorrosFlubber, ambos “rotten” dentro do site -, mas recuperou-se com Cinderella em 2015 (84%). Desde que a tendência começou em 2010 com Alice no País das Maravilhas (51%), os estúdios têm uma média de 73%, que pode variar bastante com os próximos remakes, como Dumbo, Aladdin O Rei Leão.