No mesmo dia em que a The Weinstein Company se reuniu para decidir seu próprio futuro, Bob Weinstein, co-fundador da companhia, está sendo acusado de assédio sexual.

Amanda Segel, ex-produtora executiva da empresa e da série cancelada da Spike TV, The Mist, declarou que Bob Weinstein repetidamente fez proposições indevidas para ela. O assédio, de acordo com relatos feitos ao site Variety, começou no verão passado e durou por três meses, chegando ao fim apenas quando a advogada de Segel, David Fox, informou aos executivos da Weinstein Co. sobre o comportamento condenável do produtor.

Fox confirmou ao The Hollywood Reporter hoje, 17, as acusações perante Weinstein. O pedido de resposta da companhia não veio imediatamente, e veio desprovida de comentários. Enquanto isso, a emissora em questão disse que “levamos todas as declarações desse feitio muito a sério, e estamos investigando”.

“‘Não’ deveria ter sido o suficiente”, Segel disse para a Variety. “Depois de um ‘não’, qualquer pessoa que lhe chamou para sair deveria seguir em frente. Bob continuou insistindo que queria ter uma amizade. Mas ele não queria isso, e sim mais. Espero que ‘não’ seja o suficiente a partir de agora”.

As notícias vieram logo depois que o The New York Times e o The New Yorker expuseram publicamente mais de trinta anos de assédio e abuso sexual cometidos por Harvey Weinstein. Desde aquela época, mais de trinta mulheres – incluindo Gwyneth Paltwo, Angelins Jolie, Rose McGowan, Cara Delevingne, Kate Beckinsale, Asia Argento e outras – se posicionaram contra o que sofreram pelo ex-produtor, caracterizando-o como um predador sexual.

 

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