Aconteceu no último domingo (9), a 23ª edição do Troféu Melhores do Ano no Domingão do Faustão. Nele, o público tem total poder para votar e eleger os principais vencedores que tiveram algum destaque em 2018 na Globo. Entre as categorias votadas estão jornalismo, dramaturgia e humor.

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Em muitos momentos da premiação houve artistas que usaram o microfone para falar sobre a situação atual em que o país passa, mas a fala de maior destaque foi a da atriz Fernanda Montenegro, que recebeu o prêmio na categoria especial, junto com Adriana Esteves e Marieta Severo. Ao falar sobre sua conquista a atriz falou sobre a lei Rouanet e defendeu a classe artística, que geralmente sofre bastante críticas em relação ao uso da lei Rouanet.

Fernanda Montenegro disse que atuar é uma profissão digna e que não fazer deles os culpados pelos problemas econômicos do país e que não são corruptos por usar a lei Rouanet.

Abaixo o discurso da atriz que repercutiu pelas redes sociais:

“Nós somos de uma profissão digna. Nós somos parte de uma cultura teatral milenar. Não é possível fazerem de nós, gente de palco, atores de televisão e de cinema, os responsáveis pela derrocada econômica deste país. Não somos corruptos. Não somos responsáveis pela crise de corrupção pela qual este país está passando. Estende-se por esse país uma visão negativa, torpe, agressiva em cima de nós. Não somos responsáveis pela corrupção deste país através da lei Rouanet. É preciso que busquem as gangues onde elas estão.”

“Eu aproveito esse seu programa de tanta popularidade, onde você hoje apresentou dezenas de atores e atrizes, que não somos corruptos. Eu sei que há uma terra de ninguém, que é a internet. Então, nós temos que, de uma maneira palpável, se posicionar. Somos dignos, temos uma profissão extraordinária. Tenho certeza que pra nós é a maior profissão deste mundo. Podemos não ser prioritários, mas temos uma profissão libertária nos nossos palcos, nos nossos programas de TV ligados à dramaturgia. É uma busca constante de amplidão do imaginário, da sensibilidade, e isso nos leva a uma integração de nação, de cultura. Não somos corruptos, não somos isso que, assim de uma forma agressiva, nos jogam brutalmente. Não somos ladrões diante da lei Rouanet. Procurem nos verdadeiros buracos os corruptos deste país”. 

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