De acordo com a criadora da Inteligência Artificial ScriptBook (via Variety), a Sony Pictures poderia ter economizado uma fortuna entre 2015 e 2017 utilizando os algoritmos de sua companhia ao invés de seres humanos para rejeitar ou aprovar seus filmes.

Em apresentação no Karlovy Vary Intl. Film Festival, a fundadora do ScriptBook, Nadira Azermai, disse que analisando roteiros, a I.A. identificou 22 de 32 fracassos de bilheteria que a Sony enfrentou nesse período, durante o qual o estúdio lançou um total de 62 filmes.

“Se a Sony tivesse usado nosso sistema, eles poderiam ter eliminado 22 filmes que fracassaram financialmente.” disse Azermai.

O sistema funciona com seus usuários fazendo upload de um roteiro em PDF. Em aproximados cinco minutos eles recebem uma análise detalhada do projeto, que, dentre outras coisas: prevê a classificação indicativa, analisa seus personagens, detectando os protagonistas e antagonistas; analisa as emoções de cada personagem; prevê o público alvo, incluindo gênero e etnia e, claro, faz as previsões de bilheteria. Para isso, o sistema foi “treinado” através de um banco de dados com mais de 6500 roteiros, possibilitando a taxa de acerto de 84% que a I.A. conta atualmente.

A companhia cobra US$ 5000 por roteiro analisado, mas faz pacotes promocionais para os estúdios que entregarem múltiplos roteiros de uma vez.

Com isso, é possível que vejamos uma significativa mudança na indústria cinematográfica, possivelmente com a I.A. servindo como um fato adicional e não exclusivo para a escolha dos projetos dos estúdios.