Já fazem 2 anos desde que James Bond explodiu as telas pela última vez, com 007 contra Spectre. Agora, a franquia está em um estado complicado, que inclui a indecisão de Daniel Craig para voltar ao papel, e algumas questões financeiras que estão colocando alguns estúdios de Hollywood para correr.

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Basicamente, a EON e a MGM são os detentores dos direitos da franquia, responsáveis também pela maior parte do custo de produção. Porém, a distribuição e o marketing são feitos por outros estúdios, e no caso dos últimos quatro filmes da série (Cassino Royale, Quantum of Solace, Operação Skyfall e Spectre), a o mercado internacional foi garantido pela parceria com a Sony Pictures. Porém, com o contrato entre a MGM e a Sony expirado em 2015, uma verdadeira “guerra” de lances pela distribuição começa.

O New York Times informa que a Sony, Warner Bros., Universal Pictures, 20th Century Fox, e Annapurna Pictures são os estúdios interessados em conseguir o negócio com a MGM, que oferece um acordo inicial de apenas um filme – em uma jogada para manter opções abertas para produções futuras. O veículo informa também que a Paramount está fora da disputa por dificuldades financeiras, além de estar remoldando a empresa sob a tutela de um novo CEO, enquanto a Disney já segue bem com a Marvel e a LucasFilm.

Porém, o artigo alerta que o negócio pode não ser o mais vantajoso para o estúdio que fechar a distribuição. Ainda que 007 seja uma franquia de sucesso garantido, é um fato que os novos filmes ainda precisam encontrar um lugar mais sólido e reinventar sua forma para o público contemporâneo, tão acostumado com super-heróis e universos compartilhados.

Além disso, o NYT observa que para a produção de Spectre, a Sony ficou responsável por 50% dos custos do orçamento (estimado em $250 milhões), mas recebeu apenas 25% dos lucros, visto que a bilheteria total de Spectre não foi tão alta quanto a do bilionário Skyfall. além de terem gastado algumas dezenas de milhões de dólares em marketing e terem entregado à MGM lucros de outros filmes do estúdio; um exemplo citado pelo artigo é Anjos da Lei 2, também lançado sob o selo da MGM.

Apesar de ainda não estar definido quem será o intérprete de Bond, a MGM torce para que Craig reprise o papel, fornecendo até mesmo uma agenda de gravação que permita a participação do ator novamente.

Agora é uma questão de quem faz a melhor oferta.

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