Xiao Wang tinha apenas dezessete anos quando decidiu vender um de seus rins para comparar um iPhone 4 que não conseguia comprar. Depois da operação, os médicos disseram a Wang que teria uma vida normal apenas com um dos órgãos funcionando, mas quase oito anos depois, o jovem de agora 24 anos, ficou permanentemente incapacitado e dependente de diálise.

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Em 2011, o iPhone 4 era a bandeira principal da Apple e símbolo de status dentro do colégio que o garoto frequentava em Chengzou, China. Porém, ele vinha de uma família pobre que não tinha o suficiente para lhe comprar o aparelho, então ele decidiu vender um de seus órgãos para por as mão em dinheiro o suficiente para adquirir o dispositivo.

Com a ajuda de revendedor, Wang contatou um médico especializado em tráfico de órgãos no mercado ilegal e concordou em vender um de seus rins por 22 mil yuan (3,2 mil dólares), mais do que o necessário para comprar o celular. Infelizmente, a decisão apressada viria a arruinar sua vida.

O adolescente chegou à conclusão de que poderia viver com apenas um de seus rins e o duvidoso doutor que conheceu confirmou as suspeitas. O procedimento foi feito em um hospital em Chenzou e, apesar de ter sido considerado um sucesso à época, as complicações com sua saúde despontaram pouco tempo depois.

“Infelizmente, o ambiente operacional não estava sanitarizado da maneira correta, o que causou uma infecção nos cortes da cirurgia”, o jornal Oriental Daily escreveu. “E pior, a família de Wang não sabia sobre a remoção do órgão, vindo a descobrir quando o adolescente não conseguia mais esconder seus problemas”.

Ao omitir o que havia acontecido, a infecção se espalhou para o outro rim e, quando foi hospitalizado adequadamente, o estrago era tão severo que sua sobrevivência só seria segurada com diálise permanente. Wang, hoje, passa a maior parte de seu tempo deitado numa maca e ligado a uma máquina que ainda o mantém vivo.

Os pais do jovem processaram o médico e conseguiram uma indenização de 340 mil dólares, cuja boa parte foi para pagar as despesas hospitalares do tratamento do filho.

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