Biografias sempre estiveram em alta no cinema, sendo para contar histórias de vida, superação ou a trajetória de um artista do anonimato à consagração. No cinema nacional não é diferente, já tivemos cinebiografias tanto de pessoas anônimas que poucos conheciam como de personalidades artísticas que tiveram ótima recepção entre o público. Esse é um filão que deu muito certo para a indústria de entretenimento que encontrou um jeito de contar a vida de um artista e ainda lucrar com isso. 

10. Gonzaga: De Pai pra Filho (2012)

Dirigido por Breno Silveira (Dois Filhos de Francisco), o longa conta a biografia, não de um, mas dos dois Gonzagas: o Pai do Baião, Luis Gonzaga (Chambinho do Arcodeon/Addellio Lima) e do seu filho, Gonzaguinha (Júlio Andrade). O longa mostra a história de superação do pai, que enfrentou várias dificuldades durante a vida e teve uma relação muito complicada com o seu filho. Muito bem produzido e fotografado, o longa contém uma história fascinante.

9. Pelé Eterno (2004)

O Rei do Futebol ganhou um documentário das mãos de Anibal Massaini, contando os feitos do atleta do século, suas maiores jogadas, conquistas, sua influência e sua importância para o futebol. É um documentário que deve ser visto pelos fãs de futebol e por todos aqueles que querem saber mais dessa figura mítica do Pelé. 

8. Bruna Surfistinha (2011)

Baseado no blog da garota de programa que se tornou uma febre nacional, foi uma boa surpresa. É um filme bem eficiente que mostrou que quando se pode trabalhar com um material que aparenta ser raso, o resultado pode ser acima do esperado. O mesmo pode ser dito da interpretação de Deborah Secco, que mostrou que tem um bom potencial dramático.

7. Tim Maia (2014)

O rei do soul brasileiro. O longa infelizmente cai na mesma armadilha de outras biografias: parece um filme enciclopédia. Apesar disso tem um bom trabalho dos atores que interpretam Tim Maia (Robson Nunes e Babu Santana) e uma ótima trilha sonora.

6. Heleno (2011)

Baseado no livro “Nunca Houve um Homem como Heleno” (Marcos Eduardo) e com excelente atuação de Rodrigo Santoro no papel de protagonista, Heleno é uma produção que deve ser vista por quem gosta de uma boa narrativa. Heleno foi um jogador do Botafogo que gostava de ser controverso e adorava as noites cariocas. O ponto alto do filme é a caracterização de personagem bem feita e a ambientação de época muito bem retratada. É uma boa pedida para amantes de futebol e para quem quer conhecer mais da vida desse jogador que poucos viram jogar, mas muitos ouviram falar. 

5. Xingu (2012)

Cao Hamburger (O Ano que Meus Pais Saíram de Férias) conta aqui uma excelente história sobre o encontro dos três irmãos Vilas-Boas com índios do Xingu. Logo ao chegar por lá já se tornaram protetores deles e passaram a anotar tudo em um diário que futuramente se tornou o livro de mesmo nome “Marcha para o Oeste”, que serviu como base para esse filme. Produções históricas desse tipo existem aos montes no Brasil, mas não falando do Xingu e da chegada dos irmãos ao local. Cao fez um puro retrato de época e uma ótima biografia sobre esses irmãos que fizeram muito não apenas para a região do Xingu, mas também para os índios que ali residiam. 

4. Madame Satã (2002)

Lázaro Ramos dá vida ao transformista que sonha em ser um grande artista dos palcos da Lapa. Madame Satã foi referência em sua época na arte marginal urbana e sua vida agitada na Lapa – bairro bohêmio carioca – é mostrada de forma realista por Karim Aïnouz. Não foi a primeira produção a falar de Madame Satã, A Rainha Diaba (1974) foi também inspirado em sua vida. Madame Satã é uma boa produção que consegue representar uma época há muito deixada para trás e apresenta a todos essa figura tão importante para a cultura.

3. Joaquim (2017)

A versão de Marcelo Gomes (Madame Satã) de Tiradentes é muito interessante. Trata da humanização do grande personagem da Inconfidência Mineira, não o tratando como herói. É um longa que tem um belíssimo trabalho de direção de arte, fazendo uma ótima reprodução de época e contém uma ótima atuação de Júlio Machado.

2. Bicho de Sete Cabeças (2000)

Essa é outra cinebiografia que Rodrigo Santoro participou interpretando Neto, um usuário de drogas que é mandado por seu pai para um hospital psiquiátrico. Lá ele sofre os abusos do sistema e é tratado como doente mental. Filme importante para o cinema brasileiro por tratar de assuntos pertinentes à sociedade como: uso de drogas, relação de pai e filho e o tratamento de dependentes como se fossem doentes. Filme foi gravado no hospital psiquiátrico do Juquery (Franco da Rocha), local que quando funcionava em sua total capacidade chegou a ter milhares de internos. A atuação de Rodrigo Santoro é emblemática, provavelmente uma das melhores da sua carreira. 

1. Cazuza: O Tempo Não Para (2004)

Dirigido por Sandra Werneck e Walter Carvalho – que também assina a fotografia – retrata um dos músicos mais importantes do Brasil. O longa mostra desde a sua entrada na banda Barão Vermelho á sua morte por conta da AIDS em 1991. O longa tem fragilidades narrativas, mas é caprichado na parte técnica e contém um trabalho impecável de Daniel de Oliveira como Cazuza.

Escrito por Gabriel Danius.

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