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Lista | 10 Psicopatas que podem aparecer em Mindhunter

Que já viramos fãs inveterados de Mindhunter, um novo acerto estrondoso de David Fincher, não é novidade para ninguém. Porém, há de admitir que a série tem todos os méritos para conquistar tanta curiosidade dos espectadores.

Obviamente, ouso dizer que a maior força dramática de Mindhunter está concentrada nas enervantes entrevistas de Holden Ford com as mentes criminosas mais perigosas dos EUA. Na 1ª temporada tivemos a participação de nomes bastante famosos como Ed Kemper, Jerry Brudus, Monte Rissel e Richard Speck.

Porém, o fato é que John Douglas, a personalidade real que inspirou o personagem protagonista, entrevistou muita gente perturbada ao longo de anos. O engraçado é que segundo informações recentes, podemos ter cada vez menos ênfase nessa seção “teórica” do seriado com essas entrevistas. A 2ª temporada será focada no Assassino de Atlanta, o degenerado Wayne Williams que matou mais de vinte crianças nos anos 1980.

Logo, podem esperar casos mais “práticos”, nos quais Douglas/Holden Ford se envolverá ativamente para colocar criminosos atrás das grades. Através da leitura do livro Mindhunter, descobrimos os casos que mais marcaram o agente especial do FBI e que muito provavelmente aparecerão nas próximas temporadas.

 

David Berkowitz

O infame “Filho de Sam”, também conhecido como o Assassino do Calibre .44. David Berkowitz causou um inferno em Nova Iorque por conta de seus crimes de natureza imprevisível. Ao contrário de muitos assassinos em série, Berkowitz atacava ao longo de toda a cidade. Ele não torturava suas vítimas como é costume com esse tipo de psicopata.

Berkowitz gostava da excitação em parear com o carro da vítima e disparar sua arma em direção a porta do passageiro e do motorista, matando na hora quem estava em seu caminho. Suas primeiras vítimas conseguiram sobreviver aos ataques por conta da incompetência de Berkowitz como atirador, ele ainda não estava familiarizado com a potência de uma arma .44.

O modus operandi de Berkowtiz também era muito atrapalhado. Ao contrário de assassinos organizados como Ed Kemper e Jerry Brudus, Berkowitz alterava sua abordagem de encontro com as vítimas. Às vezes matava as pessoas enquanto pedestre, outras, como motorista. Mas sua assinatura era o assassinato de mulheres com o tal do calibre preferido. A polícia reconheceu um padrão depois de três ataques.

Com a ênfase da imprensa em cima do caso, o ‘Filho de Sam’ passou a se comunicar com a polícia através de recados deixados nas cenas do crime. Foi somente por uma sorte espetacular que a polícia deteve Berkowitz: uma multa levou a investigação de seu carro que estava repleto de evidências que apontavam o proprietário como o responsável pelos assassinatos.

David Berkowitz foi preso por matar seis pessoas e ferir gravemente outras sete. Foi entrevistado por John Douglas ainda na fase inicial da Unidade de Ciências Comportamentais.

 

David Carpenter – Investigação com envolvimento direto do FBI

David Carpenter foi um dos maiores desafios da carreira de John Douglas e seus companheiros do FBI. O assassino em série aterrorizava uma trilha de caminhada em São Francisco, sendo conhecido como o Assassino da Trilha. Carpenter, sendo um sujeito pouco aprazível e nada apessoado, abordava as pessoas por trás, as emboscando e ordenando que entrassem na mata.

Assim como a maioria dos assassinos em série, o alvo preferido eram as mulheres. Ele as estuprava, depois as posava de joelhos como se pedissem clemência e depois as executava com tiros na cabeça. Esse inferno durou tempo demais e Carpenter conseguiu matar por volta de dez vítimas.

Só foi pego por causa de um sobrevivente que conseguiu fugir e fazer um retrato falado para a polícia. Como sabiam que o assassino rondava aquele lugar, montaram uma vigia intensa até emboscarem Carpenter. O até então suspeito encaixa com perfeição perfil traçado pelo FBI. Com o resgate da arma .38, as provas ficaram mais consistentes para processá-lo. Hoje, apodrece na prisão.

 

Carmine Calabro – Investigação com envolvimento direto do FBI

Esse assassino em série poderia se encaixar no perfil de psicótico, mas a sua perturbadora assinatura impediu que Calabro alegasse insanidade para se safar da cadeira. Seu caso é um dos mais horríveis que John Douglas já cruzou em sua carreira, mesmo que Carmine tenha matado apenas uma pessoa.

Sua vítima foi escolhida por acaso, em uma fatalidade do destino. Francine Elveson, 26, foi encontrada no terraço do prédio que morava. Foi espancada brutalmente e posada meticulosamente. Sua face inteira estava quebrada, com os pulsos e canelas amarrados com cintos e meias-calças, com mordidas fortes nas nádegas, além de terem encontrado seu guarda-chuva enfiado em sua vagina. Ao lado, encontraram fezes humanas e sobre o corpo uma mensagem desconcertante desafiando a polícia a encontra-lo.

No caso, a presença de John Douglas foi vital para traçar um perfil tão exato que se encaixava com um morador recém foragido de um manicômio, o tal Carmine Calabro. Através das marcas de mordida, foi possível confirmar que as marcas realmente pertenciam a arcada dentária de Carmine. Foi processado e sentenciado à prisão perpétua.

 

Lawrence Bittaker e Roy Norris

Apesar de muita gente taxar esses dois como o caso do Débi & Lóide dos psicopatas, há uma cena inteligência arrogante no caso Bittaker e Norris. Como de costume, quando psicopatas trabalham em duplas, um é subjugado ao outro, geralmente o mais violento.

Bittaker e Norris se conheceram na cadeia enquanto cumpriam pena de outros crimes. Lá, os dois planejaram meticulosamente um desejo enorme de estuprar e torturar uma jovem assim que fossem libertos. O primeiro a ser solto foi Bittaker que imediatamente comprou um furgão, o Murder Mack, assim que chegou a L.A. – nessa época, os psicopatas pararam de preferir os Fuscas para usarem Kombis e furgões diversos por serem covis ambulantes nos quais podiam realizar todo tipo de coisa.

Em janeiro de 1979, Norris foi solto. Os dois se reuniram e começaram a abordar garotas e tirando diversas fotos, por volta de 500. Somente em 24 de junho que os dois agiram ativamente. A primeira vítima foi Lucinda Schaeffer de 16 anos. Ela foi amordaçada e amarrada. Quando isolados, estupraram a adolescente repetidas vezes até matá-la por estrangulamento com um arame farpado.

Como de costume com psicopatas, os casos se tornaram mais frequentes, mais refinados e mais violentos. Depois de matarem mais quatro vítimas, de forma cada vez mais horrorosa sob intensa tortura, os indivíduos acabaram presos por violarem a condicional pelo porte de drogas.

Sob interrogatório, o elo mais fraco, Norris, mostrava sinais crescentes do fator “cu na mão”. Ele não tinha a frieza intelectual de seu parceiro e dava indícios para os detetives que havia algo bem mais grava por trás das alegações que respondia. Não demorou nada até confessar tudo e mostrar evidências irrefutáveis para os policiais incluindo a inescrupulosa fita que gravaram da tortura de Jacqueline Lamp.

Os dois receberam penas severas sem chance de condicional no futuro. Até hoje são suspeitos pelo desaparecimento de 40 jovens. Em particular, Bittaker era o mais perturbado, mutilando severamente as zonas erógenas das jovens, incluindo mutilação profunda do reto com o auxílio de martelos de construção.

 

Wayne Williams – Investigação com envolvimento direto do FBI

O famosíssimo Assassino de Atlanta responsável pela morte de mais de vinte jovens negros em Atlanta no começo dos anos 1980. Williams é o psicopata que deve ser mais explorado na próxima temporada do seriado pelo motivo de ter sido o grande trunfo da Unidade de Ciências Comportamentais do FBI.

Até então, o trabalho não era reconhecido e respeitado, mas só foi possível capturar Williams por causa do perfil preciso traçado por Douglas que ia contra a maré de toda a investigação: apostava que o psicopata fosse negro, eliminando a hipótese de crime racial motivado por ódio.

Wayne foi um verdadeiro pesadelo para a comunidade de Atlanta e para o FBI, pois seu período de atividade foi extenso demais, além de seu modus operandi sempre mudar. Vítimas apareciam esfaqueadas, outras estranguladas com fios, outras eram espancadas até a morte. Os locais de desova sempre eram alterados até que Williams descobriu que estavam encontrando fibras e pelos nos corpos das vítimas.

Logo sua estratégia mudou e passou a jogar os corpos no rio Chattahoochee para “limpar” os corpos de qualquer evidência, exatamente como Douglas prefira que aconteceria. Mandando guardas fazerem ronda por todas as pontas que cruzavam o rio, certa noite uma patrulha ouviu um barulho intenso de água espirrada. Correndo atrás da fonte, encontraram Wayne Williams com as mãos no volante se passando de bom moço.

Convictos de sua culpa, o levaram para interrogatório e conseguiram um mandado para entrarem em sua casa. Em pouquíssimo tempo, descobriram que as fibras e pelos encontrados em outros corpos eram compatíveis com a fibra do tapete e dos pelos do cão do suspeito. As provas circunstanciais já eram suficientes para um processo. Williams se fez de bom moço até que o promotor conseguiu tocar em uma ferida o fazendo confessar involuntariamente. Perdeu a calma e mostrou sua verdadeira face para todo o júri e foi condenado a passar o resto da vida na cadeia.

Charles Manson

Uma das mais célebres entrevistas de Douglas e seu departamento. Praticamente todos conhecem a perturbadora história de Manson. Seu histórico é padrão de psicopatas: lar destruído, abusos de infância, torturas físicas e psicológicas, constante estado de abandono, o pacote completo.

Pela incrível habilidade de articular conversas, Manson conseguiu fundar um grupo de seguidores que acreditavam piamente que ele era algum messias. A chamada Família Manson então passou a agir sob as ordens de seu líder. No fatídico dia de 9 de agosto de 1969, seguidores de Manson invadiram a casa de Roman Polanski e lá assassinaram sua esposa Sharon Tate, grávida de 8 meses, e mais quatro amigos do casal. No dia seguinte, retornaram para matar o casal LaBianca com a mesma violência apresentada no dia anterior.

Com uma investigação nada muito complexa, a polícia conseguiu rastrear e encontrar todos os psicopatas da Família Manson. Charles, para tentar se safar, fez de tudo para convencer que não matou ninguém, mas quando acusado de ter influenciado outros a agir criminosamente, ficou calado.

Suas motivações são verdadeiramente bizarras: incitar uma guerra racial chamada Helter Skelter, jogando a culpa dos assassinatos para negros habitantes de LA.

 

Ted Bundy

Possivelmente o psicopata mais famoso da História dos EUA, além de Ed Gein. Ao contrário de outros criminosos dessa lista, Bundy era bem-apessoado, charmoso e completamente desequilibrado, apesar da organização metódica para cometer seus crimes perversos.

Como na maioria desses casos, Bundy tinha preferência por mulheres, as quais sequestrava, torturava, sodomizava e matava (algumas tinha partes de seus corpos decepadas para Bundy reviver a excitação do crime para se masturbar posteriormente). O período de atividade de Bundy foi longo acumulando mais de trinta vítimas – estima-se que ele tenha matado mais de cem mulheres.

Tudo isso era possível pela sua habilidade quase sobre-humana de mudar de aparência com disfarces diversos. Também por passar a sensação de ser um homem equilibrado e simpático, as vítimas não tinham repulsa imediata. Em todas as cenas de seus crimes, era praticamente impossível encontrar qualquer evidência física de sua responsabilidade.

Assim como Ed Kemper, Bundy era necrófilo, revisitando os locais de suas vítimas para novamente estupra-las e vesti-las conforme fosse sua vontade. Apesar de ter uma constante mania de queimar as roupas das mulheres assassinadas, uma delas estava com reminiscências de fibras de seu paletó único devido a um erro de fabricação. Justamente por isso que a polícia conseguiu captura-lo depois de uma longa jornada em sua caçada. Possivelmente o stress de seus últimos dias como assassino em série o deixaram mais descuidado.

Para um misógino, o destino serviu uma bela vingança: Bundy foi eletrocutado por uma guarda feminina.

 

Robert Hansen – Investigação com envolvimento direto do FBI

Robert Hansen parece ter saído dos quadrinhos do Homem-Aranha. Assim como Kraven, o Caçador, Hansen era um grande caçador da vida selvagem no Alasca, mas um dia simplesmente decidiu que seria mais excitante caçar o animal mais difícil possível: humanos.

No caso, mulheres. Mais especificamente prostitutas. Hansen as considerava inferiores a ele e também as escolhia porque poucas pessoas realmente ligavam para onde elas iam quando desapareciam devido ao estilo de vida nômade. Hansen as pagava para ir até sua casa, onde as amarrava e as sodomizava de diversas formas.

Depois, as sequestrava em seu avião monomotor as levando para uma cabana afastada na floresta. Lá, depois de novamente estupra-las, Hansen as soltava no mato para caça-las. Estima-se que Hansen tenha matado mais de vinte prostitutas dessa forma. Até que um dia uma delas conseguiu escapar de sua casa antes dele conseguir a enfiar no avião.

Como os assassinatos já estavam muito evidentes na comunidade e as provas circunstâncias apontavam diretamente para Hansen, além dele se encaixar no perfil de Douglas, acabou preso. Durante a investigação em sua casa, a polícia encontrou diversos suvenires como joias e carteiras de identidade de suas vítimas, além de um assombroso mapa com as marcações de onde estavam as desovas dos corpos.

Foi condenado a mais de 400 anos de prisão.

 

Larry Gene Bell – Envolvimento direto do FBI na Investigação

Nosso psicopata final também um dos mais assustadores que tive o desprazer de pesquisar sobre durante minha leitura. Gene Bell afetou profundamente os investigadores envolvidos no sequestro de uma adolescente de 17 anos.

Durante o período de cativeiro, Sheri Smith escreveu seu testamento para a família assumindo que iria morrer, mas que gostaria de se despedir de todos. Larry ligava frequentemente para a família Smith comentando que ele e Sheri se tornariam apenas um e que ela estava bem – uma mentira, pois o corpo foi encontrado já com 48 horas após sua morte. Larry estuprou a vítima e matou estrangulada.

Porém o inferno não acabou por aí. As ligações continuaram, assim como cartas para Dawn, a irmã de Sheri. Sem conseguir sequestrar Dawn, Larry sequestrou uma menina de nove anos, Debra May. O mesmo aconteceu. Porém o papel utilizado por ele para revelar a localização do corpo, indicava um número de telefone incompleto. Completando o número, o FBI foi até uma casa de um casal de velhinhos que conheciam o rapaz que se encaixava no perfil que fazia serviços braçais para eles.

Indicando a residência do psicopata, a polícia encontrou provas suficientes para prendê-lo. Larry, após declarar ser Jesus Cristo diversas vezes durante o tribunal, foi sentenciado a morte.

Certamente temos casos extremamente perturbadores que podem surgir nas próximas temporadas de Mindhunter. Como já mencionei antes neste artigo, também sabemos que o Assassino BTK será um grande foco que promete ser o caso final do seriado.

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Publicado por Matheus Fragata

Editor-geral do Bastidores, formado em Cinema seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas.

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