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Lista | 10 Séries para Curar Ressaca de Game of Thrones

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Sim! Tudo o que é bom, infelizmente, acaba. Com a Sétima Temporada de Game Of Thrones não foi diferente. Mas e agora? O que fazer com o sagrado horário da exibição das 22:00 na HBO agora vago na sua agenda? Preparamos uma lista com séries que contam com tudo que faz GoT ser tão querida por seus fãs. Se procura histórias longas, cheias de intrigas políticas, com reviravoltas imprevisíveis, humor ácido, toneladas de personagens carismáticos e, principalmente, violência chocante, não pode deixar de conferir as nossas dicas! Não há ordem de qualidade nesse ranking, todas as dicas são válidas por igual.

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Marco Polo

A Netflix lançou em 2014 a série que acompanha a origem e história do lendário explorador italiano Marco Polo na corte de Kublain Khan no século 13, com a intenção de atravessar a Muralha da China. Intitulada como “Game of Thrones da Netflix” é bem difícil realmente não as comparar, afinal as duas tem esse drama, intrigas e traições de sobra. Mas enquanto GOT tem seu próprio mundo cheio de política, Marco Polo é perfeita para quem curte a junção de trama política com ação aliada à nossa História. Sendo situada no meio da China, não tinha como ignorar as artes marciais e isso é muito bem usado principalmente com o Kung Fu.

Enfim, para quem está afinal de algo com lindos cenários, drama, ação e uma boa pitada de história vai realmente se interessar por Marco Polo. A série foi cancelada pela Netflix e não possui um final bem amarrado.

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The Shield

Com 7 temporadas, The Shield foi a primeira série original do canal FX. Mas esqueça tudo o que sabe sobre séries policiais, porque ela não tem nada de igual. Nela conhecemos um grupo de policiais de Farmington distrito fictício em Los Angeles, o Strike Team. Liderados por Vic Mackey eles trazem ótimos resultados, porém são corruptos.

Aqui ninguém é bom ou ruim, todos têm seus momentos e em cada episódio da série nos dividimos entre acompanhar os dramas pessoais das vidas dos policiais e suas ambições políticas. Além disso, ações realizadas pelos personagens logo nas primeiras temporadas refletem na história até o desfecho do seriado. Um trabalho exímio de roteiro bem amarrado.

Se gosta de personagens complexos, mas muito bem trabalhados dentro do drama e de toda a ação clássica de uma série policial, essa deve ser sua escolha.

 Os Bórgias

A ficção histórica ambientada na Roma do século XV é um choque narrativo para o conservadorismo católico tanto no presente quanto no passado, ao ter como foco principal a história da família Bórgia, uma dinastia italiana de origem hispânica que tornou-se proeminente durante o Renascimento e que é lembrada pelo governo corrupto e pela acusação de múltiplos crimes contra a Igreja, incluindo adultério, simonia, roubo, estupro, corrupção, incesto e assassinato.

Estrelada pela sempre bem-vinda presença de Jeremy Irons como Rodrigo Bórgia, as poucas temporadas da série foram produzidas com uma intensidade e uma verdade incríveis, arquitetando os cenários religiosos do Vaticano com exímio cuidado. Apesar de baseado em fatos reais, a série se permitiu divagar nas incursões inexatas sobre a própria História, mas em nenhum momento isso tira seu brilho. Seu injusto cancelamento proveio pela queda do orçamento disponibilizado pela Showtime e por sua baixa audiência – mas ainda assim ela é uma obra a ser apreciada de todos os ângulos possíveis. (T.N.)

Vikings

Se gosta de histórias nórdicas, essa com certeza deve ser a sua escolha. Vikings conta a história do chefe tribal viking Ragnar Lothbrok, uns dos mais conhecidos e aclamados heróis nórdicos e sua tripulação.

Aqui ótimos cenários se juntam a uma boa base histórica – o seriado é produzido pelo canal History Channel, principal diferença entre Game of Thrones que é pura fantasia. Vikings realmente se inspirou em personagens reais, além de mostrarem como os exploradores, guerreiros e todo o povo da Europa do século VIII até XI. Mas não ache que isso deixa a série chata, pelo contrário só enriquece toda a trama.

Como vemos toda a história por olhos dos guerreiros ganhamos a melhor compreensão da ação, quase como se fosse real. Então se sua parte favorita em GoT é a violência, precisa assistir a Vikings agora. Na Netflix, estão disponíveis as quatro primeiras temporadas.

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Fargo

Inspirada no cultuado filme dos irmãos Coen, Fargo nos apresenta a mais uma comédia de erros com consequências desastrosas para contar a saga de Lester Nygaard (Martin Freeman), um vendedor de seguros que tenta mascarar o fato de ter matado sua esposa, e Lorne Malvo (Billy Bob Thornton), um sádico matador que acaba cruzando o caminho de Lester e atraindo a atenção da polícia.

Repleto de humor negro, um elenco perfeito e diálogos brilhantes, Noah Hawley atinge um resultado digno do ótimo filme dos Coen, gerando algo diferente de tudo o que temos atualmente na televisão. A segunda temporada da série de antologias já foi exibida mantendo a verve cômica, além de uma inacreditável história repleta de personagens marcantes. Já a terceira foi exibida neste ano e elevou o jogo com uma narrativa ainda mais inteligente e visceral. Não perca tempo e assista!

Westworld

Westworld era uma grande promessa da HBO de anos até estrear em 2016 e superar todas as expectativas. A narrativa pensada por Jonathan Nolan adapta livremente a ideia do livro homônimo de Michael Crichton: um parque de diversões temático de Velho Oeste habitado por diversos robôs de tecnologia de ponta que oferecem narrativas diversas para os visitantes perversos do local. A história é muito mais complexa que sua sinopse oferecendo uma narrativa intrincada, cheia de reviravoltas excelentes que ousam em interferir com a própria montagem temporal dos acontecimentos. É uma típica história de revolução contra o status quo, mas contada de modo excepcional, além de contar com as performances sensacionais de Anthony Hopkins e Ed Harris. Obrigatória para qualquer fã de Game of Thrones.

 American Gods

Misturando diversas vertentes narrativas e técnicas imagéticas diversas – como o live-action e o stop-motion -, American Gods é uma releitura um pouco mais aprofundada da obra homônima de Neil Gaiman. Seguindo a história conturbada de Shadow Moon, cada um dos atos é construído com maestria, principalmente pela perfeita combinação de elementos contemporâneos a históricos, não se restringindo apenas a uma cronologia. Ao longo de oito episódio, a primeira temporada discorre sobre o panteão mitológico de diversas religiões, além de não poupar esforços para tornar o anacronismo uma de suas principais características. (T.N.)

 The Crown

A série mais ambiciosa da Netflix não recebeu essa alcunha por qualquer motivo. Além de ser a que requisitou maior orçamento por parte da plataforma de streaming, The Crown revisita e fornece uma nova roupagem para o controverso reinado da Rainha Elizabeth II, interpretada pela incrível Claire Foy, além de trazer um elenco de peso para ajudá-la nesse trabalho.

Entretanto, alcançar o objetivo desejado não seria possível sem a cautela exímia do time criativo em recompor os majestosos cenários utilizados pela rainha durante seu reinado, incluindo uma caótica Londres dos anos 1950, o Palácio de Buckingham, a Abadia de Westminster e locações em outros países visitados pela monarca para promoção de seus ideais. A grandiosidade é clara e emerge como um deleite para os olhos, funcionando como mais um drama histórico digno de aplausos. (T.N.)

 The Wire

The Wire é a clássica série de perseguição entre policiais e bandidos, adornada com violência, sequências muito bem coreografadas de ação, mas um diferencial digno de nota: a multiplicidade de perspectivas e o afastamento da unilateralidade de temas tratados. Cada uma de suas cinco temporadas funciona como um romance épico contemporâneo com começo, meio e fim, focando em diferentes personagens a cada ano, mas não a ponto de se transformar em uma antologia.

Baseadas em fatos reais, as histórias seguem experiências pessoais do criador da série, David Simon, e retratam narrativas mergulhadas em burocracias sociais, tráfico de drogas, contraste de estilos de vida, pobreza, marginalização, entre muitos outros. (T.N.)

Penny Dreadful

Mais uma pérola da Showtime! Penny Dreadful é o encontro do melhor dos dois mundos – o literário e o imagético – e fornece uma nova perspectiva para o panteão inglês dos clássicos do terror, tendo como protagonista a fantástica Eva Green encarnando a médium Vanessa Ives. Além de resgatar elementos históricos da Londres do século XIX, principalmente sua ambientação sobrenatural, a narrativa traz personagens icônicas dos penny dreadful, compilação de contos de rua que tinham como principal identidade o impossível.

Então, espere ver nomes familiares nessa épica jornada, como Drácula, Van Helsing, Dorian Gray, Frankenstein e outros. A série não apenas se tornou um dos maiores sucessos da emissora, mas deixou um legado a ser relembrado por vários anos, incluindo sua irreverência narrativa. (T.N.)

Além dessas dicas, nunca deixamos de recomendar a excelente Breaking Bad – garantimos que essa daqui cura até ressaca de fim de namoro!

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Publicado por Matheus Fragata

Editor-geral do Bastidores, formado em Cinema seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas.

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