É natural que quando um desenvolvedor inicie um projeto caro sobre uma ideia nova, ele queira maximizar ao máximo o potencial de repetir o sucesso a cada nova edição. Isso acontece com sagas muito bem-sucedidas nos games como Assassin’s Creed e Resident Evil. Porém, certas vezes, jogos que fizeram muito sucesso há muitos anos, precisam ser ressuscitados através de um reboot que pode trazer os fãs e a fama de volta para uma franquia.

O mercado já provou que a estratégia dos reboots pode dar muito certo nos games. É justamente graças a um jogo bem pensado em 2013 que Tomb Raider conseguiu voltar a ficar em evidência. Entretanto, algumas vezes as produtoras falham miseravelmente ao lançar um jogo que simplesmente não cai no gosto popular. Seja por azar ou por merecimento, selecionei sete jogos que falharam em ressuscitar suas saudosas franquias.

Tony Hawk’s Pro Skater 5

A franquia Tony Hawk fez parte da infância de muita gente. Garantindo horas de diversão na geração do PS1, pouco a pouco, a cada novo jogo, o apelo dos games de esporte com skates foi diminuindo, além de ter encontrado uma concorrência perigosa com o ótimo game Skate da EA. Marcando a entrada da franquia Tony Hawk na geração do PS4 e Xbox One, Pro Skater 5 tinha a função de injetar nova vida à saga e popularizar a marca novamente.

Entretanto, apesar da ambição corajosa, o game foi lançado em um estado totalmente deplorável, repleto de bugs de mecânica, física e até mesmo de gráficos que já eram horrorosos em 2015. Traindo os poucos fãs que restaram da saga, diversos jogadores se manifestaram avisando que o game era uma bomba, tornando o jogo um prejuízo completo e realmente merecido.

Spec Ops: The Line

Ao contrário de diversos nomes dessa lista, Spec Ops: The Line é um dos melhores games da geração do Xbox 360 e PS3. Porém, a verdade nua e crua é que ninguém praticamente jogou essa pérola. Também pensado para trazer Spec Ops em evidência novamente, esse nono game da franquia simplesmente não conquistou apelo o suficiente. A história e a trilha musical provavelmente são uma das melhores já criadas para um game, mas como tudo é realmente muito pesado e denso, deve ter acabado afastando os fãs. Ainda assim, se nunca jogou, fica a dica!

Bionic Commando

Com envolvimento direto da Capcom, era de se esperar que Bionic Commando lançado em 2009 para o Xbox 360 e PS3 conseguisse trazer à franquia de volta a vida que já recebia bons jogos desde o SNES. Finalizado de modo caprichado, o jogo acabou não agradando muito a crítica especializada por conta da repetição do braço mecânico do protagonista para encarar as seções de plataforma. Além disso, uma reviravolta um tanto bizarra envolvendo o braço mecânico e a esposa do personagem não conseguiu agradar ninguém.

Splatterhouse

Esse daqui eu mesmo tentei jogar na época. Também lançado para Xbox 360 e PS3, o jogo prometia trazer o espírito hardcore da franquia de volta, porém como já era de se esperar pelas prévias e vídeos disponibilizados, além de um lançamento quase ignorado, o game se revelou uma bomba não finalizada. Com controles nada responsivos e uma câmera terrível, era impossível jogar Splatterhouse e na época os gamers não cobravam tão assiduamente por correções via patch. Porém, como praticamente ninguém chegou a comprar essa belezinha, nem tinha motivo de exigir alguma responsabilidade da desenvolvedora.

Thief

Um dos primeiros jogos a chegar na geração do PS4 e do Xbox One, Thief também poderia ter ressuscitado a gloriosa franquia homônima que simplesmente é histórica e querida para diversos gamers. Mesmo finalizado com bastante competência focando fortemente na mecânica stealth já que o combate do game era um verdadeiro lixo, Thief simplesmente não emplacou. A narrativa era extremamente confusa e a pouca variedade de elementos, além do sistema muito muquirana de furtos prejudicaram o game a conquistar seu potencial. É muito improvável que vejamos um retorno dessa saga depois dessa iteração.

Mirror’s Edge Catalyst

Apesar do primeiro Mirror’s Edge não ter impressionado muita gente pelo seu gameplay totalmente focado em um nicho, além da história curta, a EA e a Dice decidiram dar uma nova chance para a história de Faith com o reboot vindo em Catalyst. Trazendo um mundo semi-aberto e ignorando completamente os eventos do jogo anterior, o novo game trazia as mesmas mecânicas de exploração em parkour, mas agora prejudicando ainda mais o já sistema precário de combate.

Por conta da falta de variedade e dos segmentos obrigatórios de combate que realmente são uma tortura e uma história medíocre, é bem provável que Faith não retorno aos consoles por um bom tempo: o jogo vendeu pouco.

DmC: Devil May Cry

A Capcom simplesmente estava louca nas ideias quando decidiu, do nada, rebootar a franquia de sucesso Devil May Cry. Trazendo um Dante totalmente diferente e um estilo distinto, Dmc gerou uma revolta enorme nos fiéis fãs da saga que estavam esperando a quinta iteração da história principal por anos. O mais bizarro é que Devil May Cry 4 foi universalmente elogiado e um sucesso de vendas.

Logo, o reboot simplesmente não havia a menor justificativa para existir, apesar de ser um bom jogo de toda a forma. Enquanto as sequências programadas para essa versão foram canceladas e a franquia ficou de molho por anos, a Capcom finalmente escutou os fãs e retomou o trabalho com os jogos originais que ganharão a 5ª iteração em março de 2019 trazendo os personagens que todos já estão habituados.

Enquanto alguns fracassam, outros prosperam. Em uma próxima lista, vamos dar uma olhada nesses exemplos de sucesso.