Apesar de termos dois filmes sobre o herói Hellboy, a franquia inspirada nas HQs de Mike Mignola nunca chegou nos termos de popularidade esperado pelo estúdio o que levou ao cancelamento de um terceiro filme sob o comando de Guillermo Del Toro. Hellboy, entretanto, possui dois longas de boa qualidade sendo um deles particularmente ótimo.

Agora com um reboot estrelando David Harbour, as aventuras do homem-demônio retornarão às telonas em 2019 com uma produção mais barata e focada em trazer uma visão madura do personagem. Com baixo orçamento e alto risco, mas de potencial de lucro alto, pode ser que tenhamos um novo capítulo brilhante de Hellboy na sétima arte.

Porém, enquanto o novo filme não chega, é uma ótima conferir as melhores curiosidades dos bastidores do primeiro filme, afinal há diversos momentos memoráveis nele.

O Favorito

Não há dúvida. O casting ao escolher Ron Perlman para dar vida a Hellboy nas telonas foi um acerto em cheio da produção. Mignola e Del Toro simplesmente concordaram na hora assim que o nome do ator entrou na conversa, mas tiveram que lutar contra o estúdio que queria um figurão mais famoso para atrair público nesse filme sobre um personagem relativamente desconhecido. Com o tempo, todos cederam e Perlman entrou na produção se tornando um sinônimo completo dos filmes.

Quebrador de Ossos

É normal acontecerem acidentes perigosos em grandes produções que até chegam a tirar a vida alguns no set. Porém, no caso de Ron Perlman, o ator acabou quebrando algumas costelas enquanto filmava as proezas da cena do metrô. Na ação quando Hellboy pula a linha do metrô, quase sendo atingido por um trem, o ator foi atingido em cheio pelo vagão indo a quarenta quilômetros por hora. Com lágrimas nos olhos, Perlman queria continuar para terminar a cena, mas Del Toro o impediu.

Teste de Paciência

O ator Doug Jones sempre consegue oferecer detalhes impressionantes para as criaturas fantásticas que gosta de interpretar. Porém, enquanto a tecnologia não tinha evoluído a ponto dele poder entrar em um uniforme e se tornar uma criatura incrível, tinha que ficar na cadeira de maquiagem todo dia por absurdas cinco (ou sete) horas. Foi exatamente esse o tempo necessário para Jones se tornar o excêntrico Abe Sapien.

Sem Diesel

Após concluir Blade II, o nome de Del Toro estava em alta no mercado. Somente por causa dessa influência que o diretor conseguiu poder o suficiente para negar os desejos insanos do estúdio. Primeiro, não queriam Perlman como protagonista, mas sim Vin Diesel ou Dwayne Johnson e Nicolas Cage (sempre ele).

Ainda assim, com Perlman já escalado, houve intensa discussão com o estúdio que ainda pensava em Vin Diesel, mas dessa vez para interpretar Abe Sapien. Simplesmente bizarro.

Opção dos infernos

Essa foi uma decisão que fez bem para as duas franquias. Com Christopher Columbus abandonando o barco depois do segundo filme Harry Potter, a Warner procurou desesperadamente por um substituto. Inevitavelmente, o nome de Del Toro surgiu e ele foi convidado. Apesar da tentação ser grande, o diretor recusou o cargo que acabou ficando com Afonso Cuarón que fez um trabalho magistral na franquia.

Del Toro simplesmente estava apaixonado demais pelo universo de Hellboy e não conseguiria largar essa chance. Além disso, iniciar uma franquia sempre é algo valioso.

Sem Diabo

Hellboy calhou de estrear na mesma janela de lançamento de A Paixão de Cristo, filme elogiado de Mel Gibson. Portanto, imagem a treta que deu nos cinemas americanos para exibir os dois filmes simultaneamente. Simplesmente era uma proposta dos infernos e diversos cinemas optaram por não arriscar aborrecer seus clientes com esse movimento ousado.

Envolvido até o pescoço

O criador do personagem, Mike Mignola, participou ativamente de toda a produção do primeiro filme, tanto que o longa tem esse feeling misturado em sua maioria ao contrário do segundo, já com maior presença de Del Toro. Mignola participou do processo de design e direção de arte, além de guiar diversas decisões da narrativa, incluindo a escrita de diversos diálogos no filme.

Plano B

Apesar de estar em alta no mercado, muita gente pode se surpreender ao descobrir que Del Toro não era a primeira opção do estúdio. Outros diretores como Jean Jeunet, David Goyer e Peter Hyams estava na liste de preferência, antes de Del Toro.

No caso, Jeunet, diretor de Delicatassen e O Fabuloso Destino de Amélie Poulain simplesmente recusou a oferta. Ele também viria a recusar diversos convites de grandes filmes como Tintim e o quinto filme de Harry Potter.

Essas histórias certamente são inusitadas e chamam mais a atenção pela dificuldade de decisões que hoje ninguém acreditaria que foram tomadas a muito custo e sacrifício. Felizmente, esperamos que o novo Hellboy consiga trazer uma segunda chance para popularizar o personagem ao público mainstream.

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