Hoje, filme da Marvel é sinônimo de lucro certo. Com longas que chegam a marca exorbitante do bilhão em bilheteria como Vingadores e Pantera Negra, é fácil entender porque a Sony e a Fox não querem largar de modo algum as propriedades que detém como Homem-Aranha e X-Men. Para a Disney conseguir os direitos dos grupos mais queridos da editora, ela teve que comprar o estúdio da 20th Century Fox inteiro.

Ou seja, para usar o Quarteto Fantástico e os X-Men nos filmes do MCU, a Disney investiu quase 80 bilhões de dólares. Mesmo que tenha conseguido diversas propriedades como Alien, Predador, Planeta dos Macacos e Avatar, foi bastante claro que o negócio foi motivado para a reconquista dos direitos de diversos personagens da Marvel.

Entretanto, nem sempre foi assim e os filmes de heróis já amargaram bilheterias ridiculamente baixas, mal conseguindo pagar o próprio orçamento. Confira alguns dos piores exemplos abaixo, levando em conta apenas a bilheteria nos próprios EUA:

Quarteto Fantástico (2015)

Além de ser um filme já bastante duvidoso a respeito de sua qualidade, Quarteto Fantástico foi um fracasso em diversos sentidos, mas o que mais machucou a Fox certamente foi a bilheteria pífia para um filme orçado em 120 milhões. Rendendo apenas 56 milhões nos EUA, o longa foi um dos maiores tombos que uma propriedade Marvel já tomou nas telonas.

Blade: Trinity

Outra pérola de qualidade insossa, Blade Trinity não conseguiu nem de perto superar todos os elogios que Blade II recebeu em sua época de estreia. Embora não tenha sido um filme tão caro, orçado em 65 milhões de dólares, sua bilheteria doméstica não conseguiu nem atingir o valor do orçamento, acumulando 52 milhões em sua época de exibição. Apenas lembrando que para um filme ser considerado “lucrativo”, é preciso que supere em três vezes o valor de seu orçamento na bilheteria, já que custos com marketing nunca são calculados em conjunto com o valor da produção.

Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança

Que o primeiro Motoqueiro Fantasma não tenha sido grandes coisas, isso todos sabemos. Tanto que quando uma sequência foi anunciada, com um orçamento bastante reduzido de “apenas” 57 milhões de dólares, muita gente se surpreendeu. Porém, quando o filme estreou, acabou não surpreendendo ninguém – pelo menos de modo positivo.

Quem viu, sabe: o filme é muito, mas muito ruim. Obviamente que essa qualidade não rendeu um resultado muito expressivo com o filme arrecadando pouco menos de 52 milhões em bilheteria.

Elektra

Até dá arrepios de lembrar dos esforços da 20th Century Fox em tentar expandir o universo de Demolidor. Trazendo Jennifer Garner novamente como a heroína, Elektra é facilmente um dos piores filmes já produzidos para o gênero. Misturando ação caricata, uma história bizarra envolvendo até mesmo demônios, o filme foi um fracasso conjunto impressionante. Orçado em 43 milhões, a bilheteria doméstica final pairou na marca de 24 milhões. Mundialmente, o resultado é tão inexpressivo quanto: 32 milhões. Ou seja, só os EUA, no mundo inteiro, que investiram mais dinheiro para ver essa bomba nos cinemas.

O Justiceiro: Em Zona de Guerra

Não existe personagem que tenha sofrido mais com suas representações cinematográficas como o Justiceiro. Dos três filmes já produzidos sobre o personagem, praticamente todos fracassaram, mas nenhum foi tão mal nas bilheterias como este Em Zona de Guerra. Com um orçamento módico de 35 milhões e uma censura para maiores, já era esperado que o filme não fizesse grandes milagres na bilheteria, mas ninguém iria prever que o acumulado nos EUA iria bater somente 7 milhões de dólares. Mundialmente, o resultado foi tão ridículo quanto: 10 milhões de dólares.

Uma marca que supera o rendimento pífio de Howard, o Pato, um dos personagens mais obscuros da editora.

Hoje, parece que nunca mais a Marvel deve amargar fracassos similares já que muitas de suas propriedades já estão com a Disney que sabe trabalhar estratégias eficientes para maximizar lucros. Mas caso um flop gigantesco surgisse, seria um capítulo muito interessante nessa história de um mercado que parece investir todas as suas fichas em filmes de super-herói.