Não há como negar que 2017 se tornou o ano de Stephen King. Nesses últimos meses, inúmeras obras do mestre do suspense receberam um tratamento para as telas que, de forma geral, chegou a agradar a maior parte dos fãs e mostrou que, depois de vários anos, a mensagem do autor começou a ser compreendida pelos cineastas e showrunners que se aventuraram nesse panteão do terror.

E aproveitando essa variedade de obras, resolvemos ranqueá-las da pior para a melhor. Confira a nossa lista abaixo:

6. THE MIST – 1ª TEMPORADA

Uma boa obra de King não necessariamente implica em uma adaptação memorável. E não, não estamos falando do longa dirigido por Frank Darabont em 2007, que tornou-se um marco da ficção para a época, e sim da tentativa fracassada de adicionar mais camadas de complexidade na primeira temporada de The Mist. A história é livremente baseada no livro O Nevoeiro, mas tenta espalhar a mitologia criada pelo autor para diversas locações, aumentando consideravelmente as metáforas religiosas e o número de personagens. O resultado é tão abaixo do esperado que a própria concepção da narrativa se perdeu em meio a um ritmo monótono e sem graça – tanto que não é nenhuma surpresa que a série tenha sido cancelada após seu ano de estreia.

5. A TORRE NEGRA

Não estamos falando da melhor obra de Stephen King, mas a adaptação para os cinemas de A Torre Negra pegou os melhores elementos da clássica jornada do herói e os transformou em uma e hora e meia de puros clichês narrativos. O filme é protagonizado por um elenco de peso – Idris ElbaMatthew McConaughey -, mas nem mesmo o carisma dos atores foi suficiente para apagar a superficialidade da história: os personagens parecem não ter motivos claros, e a trama geral é tão insosso que nos faz querer sair da sala logo após os primeiros minutos. Entretanto, os visuais fantásticos aliados a um panorama científico conseguem salvar momentaneamente esse desperdício cinematográfico.

4. 1922

O terror de King é algo que transcende as fórmulas do gênero. Afinal, nunca sabemos realmente se iremos lidar com algo sobrenatural ou psicológico – e essa capacidade de oscilar entre as duas perspectivas é um ponto muito importante que o firma como um dos mestres de suspense. 1922 é um desses exemplos: uma história simples e comum que, arquitetada em pilares de pura tensão, emerge como um tour de force que eventualmente acaba na destruição de uma família movida pela ambição. Entretanto, o filme tem seus problemas óbvios, incluindo um mal-estruturado final de terceiro ato que, infelizmente, ofusca o brilhantismo da obra em si.

3. MR. MERCEDES – 1ª TEMPORADA

Mr. Mercedes é o que podemos chamar de obra híbrida: sua grandiosidade não se restringe apenas à competência do elenco e da narrativa, mas também da criação de um microcosmos que resgata os melhores elementos do gênero noir e detetivesco, aplicando-as às clássicas ramificações anos 1980 e, ao mesmo tempo, fornecendo uma atmosfera sombria, original e muito envolvendo. O “jogo de gato e rato” recentemente explorado por algumas obras de King é explorado com potencial encantador nessa série, cuja trama principal gira em torno de um serial killer (Harry Treadaway) cuja onda de terror tira um policial (Brandon Gleeson) de sua aposentadoria para encontrá-lo.

2. JOGO PERIGOSO

Jogo Perigoso é um thriller visceral e intimista que explora as fraquezas do ser humano nas situações mais caóticas e inimagináveis possíveis. King realmente aproveita de uma mera contextualização cotidiana que se transforma em uma jornada coming-of-age sensacional e liderada por uma performance emocionante de Carla Gugino. Apesar do clássico “mal de King” – ou seja, de uma conclusão nem um pouco satisfatória -, o diretor Mike Flanagan conduz com grande exímia a progressão dos fatos, transformando uma tragédia pessoal em um mergulho em arcos de horror, superação, desistência e ressurreição.

1. IT – A COISA

Não é nenhuma surpresa ver o remake de It – A Coisa em primeiro lugar nessa lista. Afinal, a obra mais conhecida de Stephen King quebrou inúmeros recordes e implantou uma insurgência necessária para o gênero de terror no panteão cinematográfico atual, superando inclusive a primeira investida para as telonas feita na década de 1980. A obra vai muito além do que promete, transcendendo de uma narrativa gore protagonizada pelo palhaço assassino Pennywise para uma jornada de amadurecimento, sacrifício e superação dos personagens-mirins – isso sem falar do incrível trabalho técnico realizado por Andrés Muschietti e equipe.

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