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Lista | 25 Filmes Brasileiros Imperdíveis

Agosto é o mês do cinema nacional. Cheio de estreias importantes como O Filme da Minha Vida de Selton Mello, Bingo – O Rei das Manhãs de Daniel Rezende e Como Nossos Pais de Laíz Bodansky, o Bastidores decidiu escolher 25 filmes que mostram o melhor o nosso cinema. Essa lista não será um ranking, ele será mais uma dicas para quem quer conhecer o melhor do cinema brasileiro. Vamos conferir:

O Lobo Atrás da Porta

Longa de estreia de Fernando Coimbra, que tinha uma carreira muito bem estabelecida em curtas-metragens. Baseado em fatos reais, o longa conta uma tensa investigação do desaparecimento de uma menina. É um thriller moderno e tenso que contém ótimas atuações de Milhem Cortaz e Leandra Leal e um final surpreendente tenso.

 

A Meia Noite Levarei Sua Alma

O longa que trouxe um dos personagens mais fortes da cinematografia brasileira: Zé do Caixão, o coveiro que é a encarnação do mal. Esse longa merece o seu destaque por ser uma produção independente que estreou o gênero terror no cinema brasileiro. José Mojica Marins fez outros dois filmes contando a história de Zé do Caixão: Esta Noite Encarnarei no Seu Cadáver e Encarnação do Demônio, seno o último lançado trinta anos após o segundo filme.

O Invasor

O diretor paulistano Beto Brant já tinha mostrado talento e uma boa parceria com o escritor Marçal Aquino nos seus longas anteriores: Os Matadores e Ação Entre Amigos. O Invasor foi o auge do diretor, mostrando como conduzir uma envolvente história policial e tirando atuações soberbas do elenco, com destaque a Paulo Miklos, que mostrou o seu talento como ator como o invasor do título.

O Cangaceiro

Sucesso do estúdio Vera Cruz, foi um dos filmes com maior bilheteria do cinema até então por trazer um faroeste no Brasil. O Cangaceiro se tornou com os anos um grande marco do cinema. Foi um dos filmes que deixou o nome de Lima Barreto como um dos mais poderosos daquela época.

Lúcio Flávio, O Passageiro da Agonia

Um dos filmes mais polêmicos da sua geração. Dirigido por Hector Babenco, o longa retrata os últimos dias do bandido Lucio Flávio (Reginaldo Farias) e sua relação com a polícia, em especial com o grupo apelidado de Esquadrão da Morte. Por conta da sua violência e do seu tom de denúncia, o filme foi um grande sucesso de público e crítica, deixando o nome de Babenco e Farias em alta.

Dona Flor e Seus Dois Maridos

Uma das comédias mais bem recebidas do cinema brasileiro. Baseado no livro de Jorge Amado, o filme é dirigido por Bruno Barreto e conta a história de Flor (Sonia Braga) que ao se casar com o médico Theodoro (Mauro Mendonça), recebe o fantasma do seu ex-marido, Vadinho (José Wilker). Longa muito agradável que respeita a obra de Jorge Amado. Por muitos anos foi a maior bilheteria do cinema brasileiro.

O Auto da Compadecida

Essa adaptação da obra de Arriano Suassuna é facilmente um dos filmes mais divertidos da cinematografia brasileira. O longa se passa no sertão nordestino e acompanhamos as aventuras de Chicó (Selton Mello) e João Grilo (Matheus Nachtergaele), sobrevivendo no sertão. Além de um elenco de apoio excepcional, é difícil uma dupla ter uma sintonia tão boa quanto Mello e Nachtergaele.

São Paulo, Sociedade Anônima

A obra imortal de Luiz Sérgio Person serviu como metáfora de como a sociedade destrói um trabalhador comum da classe média. Acompanhamos a vida de Carlos (Walmon Chagas), que vai pouco a pouco subindo no status social e se viu cada vez mais infeliz. É uma das principais obras de um cineasta que nos deixou muito cedo.

Macunaíma

O “herói” brasileiro criado por Mário de Andrade. Essa adaptação feita por Joaquim Pedro de Andrade é uma das comedias mais ácidas feitas durante os anos 60. Critica questões como racismo, ganância e luxúria de maneira inteligente e sofisticada. Conta ainda com atuações excelentes de Paulo José, Jardel Filho e do comediante Grande Otelo.

Eles Não Usam Black Tie

Adaptação da peça de Gianfrancesco Guarnieri, que assina o roteiro junto com Leon Hirszman e atua no filme junto com nomes como Fernanda Montenegro, Milton Gonçalves e Carlos Alberto Ricceli. Retrata a história de Tião (Ricceli) que decide desistir da greve que iria participar, liderada por seu pai (Guarnieri) por conta da gravidez da namorada. O filme de Hirszman pode ser descrito nas palavras do crítico Adécio Moreira Jr: “serve para termos ainda mais orgulho do nosso cinema, que tem bons exemplos para provar que o fantasma das chanchadas [que é um destaque negativo do cinema brasileiro] só assombra quem tem pouco referencial.”

Terra em Transe

O filme que deu a Glauber Rocha o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes. Um dos retratos mais pessimistas dos políticos da América Latina, independente de sua ideologia política. É um filme ácido que mostra como o diretor estava desiludido com a situação política do continente. Além de ser fotografado com um belíssimo preto e branco, Terra em Transe é uma obra muito poderosa. E ele é como a maioria dos filmes de Glauber Rocha: ame ou odeie.

Lavoura Arcaica

A única empreitada de Luiz Fernando Carvalho (Capitu e Hoje é Dia de Maria) no cinema. Baseado no livro de Raduan Nassar, o longa conta a história de André (Selton Mello), que reencontra o irmão (Leonardo Medeiros) e o questiona sobre os ensinamentos dado pelo patriarca (Raul Cortez). É uma longa poesia de 150 minutos, que mesmo não tendo uma linguagem fácil é deslumbrante. O longa mostra atuações impecáveis e uma fotografia maravilhosa feita por Walter Carvalho.

O Que é Isso, Companheiro?

Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Baseado no livro de Fernando Gabeira que foi baseado em fatos reais, o thriller de Bruno Barreto conta a história de como um grupo de guerrilheiros contra a ditadura militar raptou o senador americano (Allan Arkin). Com nomes fortes como Selton Mello, Pedro Cardoso, Matheus Nachtergaele, Marco Ricca e Fernanda Torres, O Que é Isso, Companheiro? é um dos filmes mais realistas sobre o regime militar.

 

Bicho de Sete Cabeças

Filme de estreia de Laíz Bodansky na direção, conta a história de um péssimo relacionamento entre pai (Othon Bastos) e filho (Rodrigo Santoro), ao ponto do patriarca internar o seu filho em uma clínica de reabilitação por conta de um mal entendido. Além de ter um trabalho impecável de Rodrigo Santoro, o longa apresenta a dura realidade do tratamento que pacientes recebem nessas clinicas. Um filme duro, mas importante.

Vidas Secas

Uma das adaptações mais fiéis da literatura brasileira. Baseado na obra de Graciliano Ramos, o longa retrata como uma família sobrevive durante a seca do sertão nordestino. O filme de Nelson Pereira dos Santos – um dos nomes mais importantes do Cinema Novo – conseguiu mostrar como poucos o que é a seca e a fome usando a fotografia preto e branco. É um dos maiores marcos do cinema brasileiro.

Deus e o Diabo na Terra do Sol

O filme mais famoso do controverso Glauber Rocha. Indicado a Palma de Ouro do Festival de Cannes, é o grande marco do Cinema Novo mostrando as suas principais características em fazer um cinema diferente com uma forte crítica social. Não é um filme para todos, mas é de uma grande importância para a cinematografia nacional.

O Bandido da Luz Vermelha

Se disse que o filme de Glauber Rocha não é para todos, o anárquico filme de Rogério Sganzerla entra fácil nesse quesito. Foi o grande marco de outro movimento forte do cinema brasileiro: o Cinema Marginal. O longa inicialmente conta a história do personagem titulo (Paulo Villaça), um famoso assaltante de casas, mas se revela uma obra anárquica tanto em narrativa quanto linguagem, criticando todas as camadas da sociedade.

Jogo de Cena

Eduardo Coutinho foi o principal documentarista do cinema brasileiro e um dos melhores do mundo. Em Jogo de Cena, Coutinho mostra o sua proposta mais interessante: um jogo entre ator e personagem, que nunca sabemos quem é quem falando. Um filme emocionante e brilhante feito pelo mestre Coutinho.

Tropa de Elite

Uma das maiores sensações da última década, mostrando um personagem que caiu na graça do povo: o Capitão Nascimento (Wagner Moura). Tanto o primeiro quanto o segundo filme são obras incríveis, os quais mostram o talento de José Padilha como realizador e como ele cutucou temas pesados da sociedade brasileira, como a violência e o poder. Dois filmes poderosos que merece serem vistos.

O Beijo da Mulher Aranha

Com esse filme, Hector Babenco se tornou o primeiro brasileiro a ser indicado ao Oscar de Melhor Diretor e Sônia Braga se tornou uma estrela internacional. Baseado no livro de Manuel Puig, o longa se passa em um país latino que está sofrendo uma ditadura e acompanha a amizade de Luis Molina (William Hurt), um homossexual que foi preso por comportamento inadequado, e Valentin Arregui (Raul Julia), um prisioneiro político. Com um desempenho magnífico de Hurt, que lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator em Cannes e o Oscar, O Beijo da Mulher Aranha mostra como os preconceitos podem ser quebrados e como o cinema é uma constante máquina de sonhos.

Central do Brasil

O filme que rendeu a indicação ao Oscar a Fernanda Montenegro, além de ter vencido o Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e o Urso de Prata no Festival de Berlim. A tocante história de Dora (Fernanda Montenegro) que vai levar o menino Josué (Vinicius de Oliveira) até o sertão para encontrar o seu pai é tocante, sincera e emocionante. Um filme importante que emocionou multidões e deixou Walter Salles como um dos principais diretores da retomada.

Pixote – A Lei do Mais Fraco

Antes de Tropa de Elite e Cidade de Deus, um filme já tinha dado um soco no estômago na sociedade: essa obra prima de Hector Babenco. Contando a história do personagem título (Fernando Ramos da Silva), um menino de 11 anos que é obrigado a se tornar ladrão para sobreviver dentro do violento reformatório e fora dele nas ruas de São Paulo e do Rio de Janeiro. Um filme que assusta e choca até hoje e contém um dos melhores trabalhos da grande atriz Marília Pêra.

Cidade de Deus

O filme nacional com maior sucesso no exterior conseguindo conquistar quatro indicações ao Oscar: Melhor Diretor (Fernando Meirelles), Melhor Roteiro Adaptado (Braulio Mantovani), Melhor Fotografia (César Charlone) e Melhor Montagem (Daniel Rezende). Baseado no livro de Paulo Lins, acompanhamos Buscapé (Alexandre Rodrigues), um jovem fotógrafo, que morou por toda a sua vida na favela Cidade de Deus. O longa se passa em um período de 30 anos, mostrando como a violência e o tráfico se tornam as opções para a maioria dos moradores da favela. Filmado com maestria e ser esteticamente muito diferente do que se havia mostrado na cinematografia brasileira, Cidade de Deus é um dos filmes mais importantes produzidos no Brasil. Por mais que haja quem odeie, é inegável que o filme de Meirelles tenha uma grande importância histórica.

Cabra Marcado Para Morrer

Falando em importância histórica, o que dizer da obra prima de Eduardo Coutinho? Cabra Marcado Para Morrer é um documentário perfeito, que mostra como Coutinho era um mestre. Mostra os personagens que eram inspiração para o longa de ficção que Coutinho iria dirigir, mas com o golpe de 1964 a filmagem foram suspensas. 17 anos depois a equipe retoma o trabalho e pegam os depoimentos dos camponeses que participaram da produção e falam sobre João Pedro Texeira, o líder camponês que seria a inspiração para o longa de ficção. Além de ser um longa com um conteúdo histórico riquíssimo, o longa apresenta mostra a mulher de João Pedro, Elizabeth, como uma personagem muito forte que merece respeito. É um documentário honesto que fala sobre um período triste da história do país.

O Pagador de Promessas

Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes e indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro é a obra prima de Anselmo Duarte, que era um galã que se tornou um diretor que com o seu segundo longa se tornou um dos principais nomes do cinema nacional. Um longa que fala sobre questões que até hoje são relevantes como religião, descriminação e direitos humanos.

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Publicado por João Pedro Gibran

Formado em Rádio e TV e cinéfilo doente. Esse ser sonha em trabalhar com cena um dia. Tem Martin Scorsese e Akira Kurosawa como Deuses.

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