Martin Scorsese está no centro de uma discussão que começou com comentários do cineasta a respeito dos filmes da Marvel serem ou não cinema. O próprio diretor disse que os longas eram”parques de diversão.”

Porém, poucos sabem, mas antes dessa frase de Scorsese, o diretor trabalhava na produção de Coringa. 

Scorsese concedeu entrevista recentemente à BBC, e nela comentou os reais motivos para abandonar a produção. Com informação do IndieWire.

“Conheço o filme muito bem. Conheço [o diretor, Todd Phillips] muito bem. Minha produtora Emma Tillinger Koskoff o produziu. Pensei muito sobre isso ao longo dos quatro últimos anos e decidi que não tinha tempo pra isso. Foram motivos pessoais porque eu não quis me envolver. Mas eu conheço o roteiro muito bem. Tem energia de verdade e Joaquin [Phoenix]. Você tem um trabalho notável.”

O cineasta também comentou que para ele era mais interessante o personagem quando ele ainda era chamado de Arthur Fleck:

“Para mim, no fim das contas, não sei se eu darei o passo seguinte nisso de desenvolvimento de personagem em um personagem de quadrinhos. Ele se transforma em uma abstração. Não significa que é arte ruim, só não é pra mim… Os filmes de super-herói, como eu disse, são outra forma de arte. Eles não são fáceis de fazer. Tem muitas pessoas muito talentosas fazendo um bom trabalho e muitas pessoas jovens gostam muito, muito disso.”

O Irlandês, novo filme de Martin Scorsese, estreia em 27 de novembro da Netflix.