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Melhores filmes de Bong Joon Ho

Bong Joon Ho ganhou o mundo ao receber o prêmio de Melhor Diretor pela Academia e agora – aproveitando que Parasita recebeu o prêmio de Melhor Filme no Oscar 2020 – montamos um ranking que busca ver retrospectivamente a quantas anda a carreira do diretor. Já é possível afirmar que o sul-coreano é um dos melhores narradores em atividade e que sabe muito bem viajar entre estilos e trabalhar os filmes dentro dos seus filmes.

7. Okja (2017)

Aqui, Bong Joon Ho sabe fazer Spielberg conversar com Oriente como nunca. É um filme em que o diretor repete de várias maneiras, e com outra roupagem, momentos bem sucedidos de seus filmes anteriores. Mas seu peso, a sinceridade de suas alegorias, em comparação com outras produções recentes do gênero, ainda é grande. A prova definitiva de que Bong Joon Ho foi uma das escolhas acertadas da Netflix concentra-se na melhor frase do filme: “Não é meu. É propriedade da empresa.”

6. Cão que ladra não morde (2000)

Infelizmente pouco conhecido ou lembrado pelos fãs do diretor, mas aqui em seu primeiro longa, Bong já demonstrava sua grande sutileza narrativa em lidar com tramas simples capazes de tomar proporções pra além do tamanho de seus personagens. E uma história urbana sobre o desaparecimento de cães incriminando seu protagonista com certeza já é um bom lugar para começar a demonstrar isso. Conseguindo criar no meio de todo o tragicômico uma tensão e mistério dignas de um pequeno Noir. Um filme que vale ser descoberto!

5. Memórias de um assassino (2003)

Todo o potencial de esmero que podemos encontrar no cinema sul-coreano pode-se encontrar aqui. Com Bong aqui conseguindo construir seus personagens e a intricada trama de mistério e investigação policial com uma aura meditativa e sombria, sem nunca soar cansativa. Onde vemos personagens tão densos, carismáticos e cheios de humor conquistando nossa empatia no meio de tantos atos sombrios e fantasmagóricos de violência que surgem na trama policial totalmente  desconstruída do óbvio e esperado.

4. Expresso do Amanhã (2013)

Tá aí outro perfeito exemplo de como Bong gosta de desconstruir as expectativas do que se pode esperar do gênero em que seu filme se encaixa. E trabalhando em um pequeno orçamento e literalmente em um espaço fechado, o diretor realiza aquele raro “blockbuster” de ação com muito a mais a se falar debaixo de sua superfície sobre o mundo sócio-político em deterioração em que vivemos, e com verdadeiro esmero tanto narrativo quanto no incrível visual e algumas ótimas performances de seu primeiro elenco todo ocidental.

3. Mother – A Busca pela Verdade (2009)

Se em Memórias de um Assassino, a iminência do drama policial era revertida no fantasmagórico, sem solução porque comum, agora acompanhamos uma mãe desesperada para provar a inocência do filho. Se o filme parece ter menos dos arroubos espontâneos de Memórias, pelo menos aqui o controle se manifesta de maneira total para afirmar uma outra impossibilidade. É impossível não terminar o filme sem ser contagiado pelo seu arco dramático.

2. O Hospedeiro (2006)

É no filme de 2006 que o diretor sul-coreano encontra o melhor equilíbrio entre a multiplicidade de gêneros, movimento repetido em Okja, mas que não é tão bem encaixado quanto aqui. O monstro não vem do mar, mas é fruto da química humana. Desenvolve-se por anos e anos antes de sair do esgoto, como mostra o curto e eficiente prólogo.  O filme de gênero se une com o drama familiar, com uma alegoria política e o personagem “problemático” da vez consegue finalmente ganhar traços de heroísmo após a sua luta. Grandioso em todos os sentidos, O Hospedeiro ainda se destaca, mais de uma década depois, como um dos melhores filmes de monstro recentes.

1. Parasita (2019)

Bong Joon Ho criou uma obra atemporal com Parasita. É com certeza seu melhor trabalho, pois aqui o diretor apresenta e dialoga com questões pertinentes não apenas com relação ao sistema capitalista, mas também com relação ao que o cineasta enxerga em seu país, a Coréia do Sul. O diretor quis colocar no filme algo muito pessoal, por isso mesmo o que se vê no quadro é algo tão autoral e importante. Parasita é sem dúvida a sua obra mais importante e grandiosa.

Já conheciam o rico trabalho do diretor? Qual seu favorito dele? Não deixe de comentar!

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Publicado por Henrique Artuni

Estudante de jornalismo, cinéfilo e crítico de cinema. É também editor de arte da Revista Esquinas.

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