Eva N., da cidade eslovaca Štúrovo, foi recentemente presa após se recusar a seguir as ordens da Suprema Corte local: parar de tocar a ária de quatro minutos de Giuseppe VerdiLa Traviata, em looping, todo os dias, do começo da manhã até tarde da noite.

É seguro dizer que os vizinhos de Eva na Rua Kossuth conheçam a ópera de cor. Afinal, foram forçados a ouvi-la por dezesseis anos, desde que a mulher começou a tocá-la através de gigantescos auto-falantes em sua varanda de modo quase ininterrupto por quase duas décadas.

Eles já tentaram fazê-la parar por anos, aparecendo no local com a polícia e com o sistema judiciário, mas Eva recusava-se a ouvir qualquer um e continuava tocando a rendição de Placido Domingo da ária toda manhã, começando às seis horas, e desligando-a apenas às dez da noite.

Por sorte, depois de anos de tortura, a Corte retificou a decisão de obrigá-la a não tocar a música com volume auto. Ela continuou ignorando a regra como antes mas, dessa vez, foi presa.

Segundo depoimentos da própria acusada, a música insurgia como um mecanismo de defesa contra o latido de um cachorro dos vizinhos. Ela declarou que pediu a eles para fazer algo quanto ao barulho, que lhe causava dores de cabeça, mas eles se recusaram. Logo, não teve escolha a não ser preparar uma ofensiva, colocando a música de Versi para abafar os latidos.

O estranho é que o cachorro já morreu há vários anos, e mesmo assim ela continou a colocar La Traviata para tocar em looping. Eva declarou que continuava sendo a vítima e que, às vezes, não conseguia sair de casa por conta dos vizinhos.

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