O ser humano tem uma fascinação inerente por superar obstáculos e quebrar recordes – e o último a conseguir fazer isso foi o navegador norte-americano Colin O’Brady, que tornou-se o primeiro homem a cruzar a Antártida sem qualquer tipo de ajuda.

O’Brady, de 33 anos, passou 54 dias em condições quase insuportáveis, que levaram seu corpo ao limite. Nesse tempo que passou cruzando o gigantesco continente gelado, ele passou por frio, fome e solidão. Ele fez o extenso percurso utilizando apenas seus músculos.

O navegador também conta que passou os últimos cem quilômetros sem dormir, utilizando 32 horas para fazer uma gigante maratona antártica e chegar antes do tempo previsto, que era de setenta dias. “Consegui! Isto superou tudo o que eu podia imaginar”, ele declarou para a esposa quando terminou o trajeto. “E você andou a cada passo comigo”.

A tarefa antes considerada impossível já havia sido tentada por outras pessoas, incluindo o britânico Henry Worsley, que infelizmente faleceu a 60 quilômetros do fim. Em 2018, outro “maratonista” também abandonou a corrida.

O’Brady conta que, quando partiu, o trenó que carregava pesava 180 quilos e continha uma barraca, um saco de dormir, câmeras, um telefone por satélite e 14 litros de combustível para cozinhar. A comida, responsável por mais da metade do peso, era suficiente para ajudá-lo a sobreviver durante mais de dois meses.