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O que aconteceu à Colônia Perdida de Roanoke?

Em agosto de 1585, um grupo de 108 pessoas desembarcava dos navios ingleses na região de Outer Banks, na atual Carolina do Norte, trazendo os primeiros preparativos para fundar uma nova colônia na América. Dois anos depois, um segundo grupo, desta vez formado também por crianças e mulheres, também ancorava nas praias de Chesapeake, a julho de 1587, unindo-se poucos dias depois aos antigos habitantes.

O povoamento partia de uma investida ultramarina da Grã-Bretanha, cujos novos territórios viam-se ameaçados pelas conquistas portuguesa e espanhola. Entretanto, diferente da extração econômica realizada nas conquistas ibéricas, a ideia era encontrar refúgio para os milhares de protestantes perseguidos na Inglaterra devido ao à Igreja Anglicana, buscando recomeçar a vida. Liderados pelo explorador John White, a então intitulada ilha de Roanoke viria a se consagrar como a cidadela de Ralegh, mas apenas quando ele e seus homens retornassem com mais suprimentos.

Entretanto, ao retornar de viagem e desembarcar da pinaça na ilha, White teve uma visão um tanto quanto inesperada: os quarenta homens que visavam ao início de uma nova vida se depararam com nada. Com as casas erguidas às pressas ainda intactas e sem sinal de qualquer luta, todos os habitantes haviam desaparecido, incluindo sua esposa, sua filha e seu neto (o primeiro britânico a nascer em solo estadunidense). E esse foi apenas o princípio de um dos maiores mistérios da História norte-americana, sem qualquer resolução até os dias de hoje.

As crípticas pistas acerca da colônia perdida de Roanoke não auxiliam muito na compreensão do que realmente aconteceu, abrindo margens para especulações e teorias diversas. Wife apenas encontrou uma única palavra incrustada numa árvore – Croatoan -, e suas três primeiras letras repetidas no tronco de várias outras. O grupo nunca encontrou os colonizadores perdidos; uma forte tempestade chegou poucas horas depois de chegarem ao local deserto, varrendo as construções e forçando-os a voltar para a Inglaterra.

Com o passar dos anos, especialistas afirmaram que Hatteras Island, uma ilha próxima à de Roanoke, foi o local para o qual os habitantes fugiram após um suposto ataque dos índios pertencentes à tribo croatoana, a qual se relacionaria com a palavra cravada. Uma provável pista é a existência de marcas em pedras, feitas, ao que tudo indica, por Eleanor Dare, filha de White, contendo escritos que mostram o destino dos colonizadores e pequenas anedotas feitas por ela a seu pai. Alguns estudos acadêmicos indicam que ao menos uma delas é autêntica.

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Publicado por Thiago Nolla

Thiago Nolla faz um pouco de tudo: é ator, escritor, dançarino e faz audiovisual por ter uma paixão indescritível pela arte. É um inveterado fã de contos de fadas e histórias de suspense e tem como maiores inspirações a estética expressionista de Fritz Lang e a narrativa dinâmica de Aaron Sorkin. Um de seus maiores sonhos é interpretar o Gênio da Lâmpada de Aladdin no musical da Broadway.

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