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Ubisoft e Voyager trazem Assassin’s Creed em Realidade Virtual em experiência fantástica em São Paulo

Particularmente, eu não apostava nada no advento e no desenvolvimento da tecnologia da realidade virtual, o famigerado VR. Trazendo mais periféricos esquisitos, adereços e instrumentos, além de uma qualidade visual nem tão boa, tive minha primeira experiência com um vídeo interativo em 2015. O formato era precário e esquisito.

O curioso é que sempre fui muito entusiasmado com as novas tecnologias. Quando o Kinect foi lançado, revolucionando a jogabilidade através do sensor de movimentos, eu estava presente no lançamento tímido no Brasil e até mesmo consegui comprar uma unidade que, infelizmente, não recebeu muita da minha atenção.

Pulamos então para 2019. Inesperadamente, hoje recebi um convite especial da Ubisoft para experimentar uma jogatina inédita em realidade virtual. Trazendo pela 1ª vez o game Escape The Lost Pyramid, a Ubisoft realiza uma experiência aos moldes de um escape room, porém virtual. Realizando a parceria com a Voyager, um centro de entretenimento em realidade virtual disponível nos shoppings JK Iguatemi e Morumbi Town, a desenvolvedora basicamente revoluciona as possibilidades temáticas desse tipo de experiência.

O game requer, no mínimo, dois jogadores para ser completado, afinal toda a mecânica é baseada na cooperação entre os dois para que ambos consigam escapar da dita pirâmide. Utilizando unidades avançadas do VR HTC Vive, é possível ter uma jogatina perfeita, bastante fluída e com alto capricho gráfico detonando o carinho que a desenvolvedora teve ao criar essa experiência.

Na minha jogatina, joguei com mais três pessoas. A interação mais intensa durante a partida sempre se dá com um dos integrantes do grupo, apesar de haver momentos nos quais todos os quatro jogadores precisam se ajudar para avançar os obstáculos dos puzzles medianos que permeiam a aventura muito imersiva.

O game não é muito difícil e leva apenas poucos minutos para compreender a lógica tanto da jogabilidade da plataforma como da própria mecânica dos quebra-cabeças. Obviamente, para se deslocar no espaço virtual, o jogador não deve andar no real pois tão logo irá bater sua cabeça em alguma parede do espaço satisfatoriamente amplo que a Voyager oferece – há uma grelha virtual que ajuda a delimitar o espaço real/virtual que o jogador pode interagir. Toda a movimentação do personagem (que também é customizável!) se dá através de teletransportes.

Basicamente, apenas um botão é utilizado dos controles do Vive tornando a experiência bastante intuitiva para os visitantes que precisam ter, no mínimo, dez anos para aproveitar a jogatina. A narrativa é mínima por conta do objetivo claro: dar um jeito de escapar da pirâmide. Sendo um Assassin’s Creed situado no universo egípcio de Origins, temos quebra-cabeças que evocam alguns que estão presentes no jogo original, apesar de haver diversos desafios interessantíssimos.

Minhas seções favoritas envolvem disparos com arco e flecha e também as quais permitem que o jogador escale algumas paredes enormes. Apesar de não haver muita física realista na movimentação do personagem que praticamente não tem peso algum, essas partes mostram todo o poderio do VR em recriar cenários amplos capazes de provocar vertigens incríveis.

Aliás, logo após a sessão, se readequar à realidade é algo tão interessante quanto jogar o game. Agora sei o que Neo sente toda vez que o retiram da Matrix.

A história de “Escape The Lost Pyramids” começa em fevereiro de 1928, quando uma equipe de exploradores desaparece na Península do Sinai enquanto tentava chegar à Pirâmide Perdida de Nebka. Já na atualidade, os jogadores são convidados a entrar no Animus, uma máquina que permite acessar a memória genética de antepassados, para reviver as aventuras do grupo desaparecido e encontrar algo de muito valor que os exploradores estavam procurando. 

O Voyager Escape funcionará de segunda a sábado, das 10h às 22h, e aos domingos, das 11h às 22h. Cada sessão dura até 60 minutos e o preço por jogador é de R$84,99.

Apesar de parecer um preço salgado, a experiência é bastante válida, além da diversão de jogar com os amigos ser algo incomparável. Recomendo muito a visita! Com a Voyager Escape, tenho segurança em afirmar que eu testemunhei o nascimento do boliche do futuro.

Só que ele já está conosco no presente.

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Publicado por Matheus Fragata

Editor-geral do Bastidores, formado em Cinema seguindo o sonho de me tornar Diretor de Fotografia. Sou apaixonado por filmes desde que nasci, além de ser fã inveterado do cinema silencioso e do grande mestre Hitchcock. Acredito no cinema contemporâneo, tenho fé em remakes e reboots, aposto em David Fincher e me divirto com as bobagens hollywoodianas.

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