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Nintendo diz que não planeja abandonar jogos físicos, ao contrário da Sony

Bill van Zyll, da Nintendo para a América Latina, diz que a empresa segue “agnóstica” e olha a preferência do consumidor.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

O vice-presidente e gerente-geral da Nintendo para a América Latina, Bill van Zyll, disse que a empresa não planeja abandonar os jogos físicos. A declaração foi dada ao YouTuber brasileiro Coelho no Japão, quando perguntaram sobre a posição da Nintendo depois da decisão da Sony de acabar com os discos.

A pergunta faz sentido no momento atual. Em 1º de julho, a Sony anunciou que, a partir de janeiro de 2028, novos jogos de PlayStation deixam de ter discos. A Rockstar, por sua vez, vai vender GTA 6 em caixas só com um código de download. No Brasil, o jogo custa R$ 449,90 na edição padrão.

“Agnósticos” quanto ao formato

Van Zyll disse que a Nintendo sempre foi “agnóstica”: decide com base no que o consumidor prefere, levando isso muito em conta. Lembrou também que a empresa tem uma plataforma recém-lançada, o Switch 2, que roda jogos físicos e digitais. Segundo ele, não há planos de abandonar o físico, porque a empresa sabe o quanto os fãs gostam do formato.

A resposta tem um limite claro: é a posição de hoje. Van Zyll não fez nenhuma promessa de longo prazo.

O cartão-chave no meio do caminho

A discussão sobre mídia física na Nintendo ganhou outro peso por causa dos Game-Key Cards, cartuchos que não trazem os dados do jogo e funcionam só como chave para um download. A Nintendo usou o formato pela primeira vez em Pokémon Pokopia, lançado em março, e em Hyrule Warriors: Age of Calamity – Definitive Edition, que a Nintendo Everything informa que também sairá assim.

Fora esses dois, todos os lançamentos próprios do Switch 2 têm o jogo completo no cartucho, segundo o texto do GamesRadar. A Nintendo Everything lembra que, em Pokopia, a publicação no Japão é da The Pokémon Company, e em Hyrule Warriors é da Koei Tecmo, o que ajuda a explicar a exceção.

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Por que a Nintendo segura o físico

O analista Mat Piscatella, da Circana, disse ao VGC que a Nintendo faz o que quer e não deve mudar de plano por causa da Sony ou da Microsoft. Para ele, a Nintendo deve ser a única grande fabricante a manter a mídia física até pelo menos o fim da vida do Switch 2. O próprio Piscatella ressalva que é uma impressão, e não informação de bastidor.

Relatos do setor indicam que produzir jogos físicos custa mais para a Nintendo do que para as concorrentes, e que a empresa vem cobrando mais caro pelas edições físicas de alguns lançamentos próprios. Nem por isso está recuando do formato, segundo a Nintendo Everything.

O contexto brasileiro

A Nintendo saiu do Brasil em 2015 por causa dos impostos de importação e voltou a vender oficialmente o Switch em 2020. O Switch 2 chegou ao país em 5 de junho de 2025, por R$ 4.499,90, e custa R$ 4.599,90 desde 1º de setembro. Em agosto, durante a gamescom latam, em São Paulo, van Zyll disse que o console já passa de 18 milhões de unidades no mundo e que o Switch original ainda tem espaço por aqui.

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