Patente da Sony sugere controle de PlayStation 6 capaz de prever sons de inimigos antes do jogador

Nova patente da Sony aponta sistema para o PlayStation 6 que analisa o áudio do jogo para vibrar e acender luzes antes do perigo.

Matheus Fragata
Matheus Fragata 3 min de leitura

A substituição dos antigos motores de vibração pela resposta tátil detalhada do controle DualSense mudou a forma de sentir o terreno e o impacto de armas com a chegada do PlayStation 5 ao Brasil em novembro de 2020. Agora, a Sony já desenha nos bastidores o próximo salto sensorial para o futuro PlayStation 6. Uma nova patente registrada pela fabricante japonesa descreve uma tecnologia capaz de ler os efeitos sonoros da partida de forma antecipada para ajudar o jogador a reagir mais rápido contra inimigos.

Batizado nos documentos técnicos como sistema e método de processamento de áudio, o recurso vai além da simples imersão ambiental. A ferramenta monitora as faixas sonoras do jogo em tempo real para separar ruídos de fundo ou trilhas musicais daqueles barulhos que exigem ação imediata, como passos furtivos de um adversário nas costas ou o estrondo repentino de um susto em títulos de terror.

O grande diferencial do projeto está no tempo de resposta do hardware. A leitura e a classificação do arquivo ocorrem frações de segundo antes de o barulho sair pelas caixas de som da TV ou pelo fone de ouvido. Segundo o documento, essa antecedência é fundamental porque as propriedades de um som relevante costumam ficar claras tarde demais durante a reprodução normal, quando não há mais tempo hábil para emitir um alerta eficaz ao usuário.

Luzes no touchpad e alertas visuais na tela

Quando o software identifica a intenção por trás de um ruído, ele aciona diferentes respostas físicas e visuais. Além de disparar vibrações específicas nas mãos do jogador, o sistema pode usar as luzes de LED ao redor do touchpad do controle para apontar a direção exata de onde vem a ameaça. A patente também prevê a exibição de ícones, formas geométricas ou palavras diretamente na tela da televisão para traduzir o perigo.

A intensidade desses avisos varia de acordo com o comportamento técnico da onda sonora. O documento exemplifica que a velocidade de ataque de um som pode alterar o brilho ou a saturação do ícone na tela, enquanto o volume define a cor e a transparência do alerta. Caso o sistema detecte vozes humanas ou gritos, ele seleciona automaticamente elementos gráficos próprios para diálogo: “O som é analisado para gerar uma classificação, a análise de um respectivo som é realizada antes que o som seja emitido”.

Publicidade

Funcionamento em jogos antigos direto pelo sistema

Um dos pontos mais ambiciosos do registro técnico é a independência em relação às produtoras terceirizadas. Atualmente, os gatilhos adaptáveis e a vibração avançada do DualSense dependem de programação específica feita pelos estúdios para cada título. Na nova proposta da Sony, todo o processamento ficaria a cargo do próprio sistema operacional do console ou de um aplicativo auxiliar rodando em segundo plano.

Na prática, isso permitiria aplicar a tecnologia automaticamente em jogos antigos do catálogo de retrocompatibilidade, cujos códigos originais já estão fechados e não possuem suporte nativo aos recursos modernos. Mesmo que um clássico de gerações passadas não tenha linhas de programação para a vibração tátil, o videogame conseguiria ler o áudio da partida e gerar os indicadores luminosos no controle ou os avisos na imagem.

Como acontece em todo registro de propriedade intelectual na indústria de tecnologia, a existência da documentação não garante que a ferramenta chegará intacta ao produto final nas lojas. Questões estéticas importantes ainda precisariam de polimento até um eventual lançamento comercial, já que inserir palavras ou ícones automáticos na tela pode destoar da direção de arte original pensada pelos criadores de cada obra.

Assista também

Review | Marvel's Wolverine acerta o tom do personagem, mas falha em não arriscar em nada

Seja o primeiro a comentar ↓

Compartilhar: Twitter Facebook WhatsApp

Comentários 0

Sem senha nova e sem cadastro. Seu nome e sua foto aparecem no comentário; o e-mail nunca. Ao entrar, você aceita as .

Ninguém comentou ainda. Que tal abrir a conversa?

Ofensa, golpe e spam não entram no ar. Quando o filtro fica em dúvida, o comentário espera a equipe dar uma olhada.