007: First Light é aclamado pela crítica como o melhor jogo da franquia em quase 30 anos
007 First Light estreia com nota 88 no Metacritic, tornando-se o melhor jogo de James Bond desde GoldenEye 007 em 1997.
007: First Light chega com nota 88 no Metacritic e é o melhor jogo de James Bond desde GoldenEye 007
James Bond voltou aos videogames depois de quase 14 anos de ausência, e voltou bem. 007: First Light, desenvolvido pela IO Interactive, estúdio dinamarquês responsável pela trilogia Hitman: World of Assassination, foi lançado nesta quarta-feira, 27 de maio, no PS5, Xbox Series X|S e PC, e acumula nota 88 no Metacritic com 51 análises no PS5 e 87 no PC com 24 avaliações. O resultado coloca o jogo como o melhor título da franquia desde GoldenEye 007, lançado em 1997 para Nintendo 64 com nota 96 no agregador.
O último jogo principal de James Bond havia sido 007 Legends, de 2012, que não causou o mesmo impacto crítico ou comercial. Durante todo esse intervalo, a presença de 007 nos videogames ficou restrita a relançamentos e pequenos títulos para dispositivos móveis. A IO Interactive garantiu a licença em 2021 e passou mais de cinco anos desenvolvendo o projeto, que chegou ao mercado como uma história de origem do agente mais famoso da cultura pop.
O que a crítica está dizendo sobre o jogo
A recepção foi entusiasmada em grande parte da imprensa especializada. A VGC deu nota máxima e declarou que 007: First Light pode ser o melhor jogo de James Bond de todos os tempos. A Vice também deu 100 e afirmou que o título entrega a melhor história de Bond da última década, enquanto a Screen Rant pontuou 90 e destacou a intriga como marca registrada do jogo.
No Brasil, o portal Adrenaline avaliou com 80 e reconheceu o enorme potencial da produção, destacando que ainda há espaço para polimento. O Eurogamer também pontuou 80, comparando o título diretamente com World of Assassination e apontando que, apesar de ser menos cerebral e rejogável que os jogos da série Hitman, o game compensa com combates excelentes e muito charme. O Restart.run foi o mais crítico entre as principais análises, com nota 70, observando que as falhas do jogo ficam expostas sem disfarce.
Uma mistura de Hitman com Uncharted
Críticos brasileiros descreveram a experiência como uma fusão bem executada da fórmula de Hitman com a jogabilidade de ação e narrativa de Uncharted. O jogador pode optar por abordagens furtivas, identificando padrões de patrulha e neutralizando alvos sem disparar um tiro, ou simplesmente entrar pela frente com atitude. Essa liberdade de abordagem foi apontada como o ponto central da experiência e o elemento que eleva o jogo acima da maioria dos títulos de ação com licença cinematográfica.
O motor gráfico proprietário Glacier Engine, o mesmo da série Hitman, recebeu elogios pelo salto visual em relação às entradas anteriores do estúdio. A abertura do jogo foi comparada diretamente à linguagem cinematográfica dos filmes de Bond, com câmera lenta, trilha orquestral e cenários de luxo contrastando com a violência iminente.
Disponibilidade, preços e versão para Nintendo Switch 2
No Brasil, o jogo foi liberado a partir das 11h no horário de Brasília. O título chegou sem inclusão no Xbox Game Pass ou PlayStation Plus no lançamento, posicionado como um produto premium de venda direta. Uma versão para Nintendo Switch 2 está confirmada, mas foi adiada por problemas técnicos com a plataforma, sem data prevista para chegar ao console híbrido da Nintendo.
Após 007: First Light, a IO Interactive pretende retomar seu foco na franquia Hitman e em um novo RPG de ação, tratando o trabalho com James Bond como uma exceção em seu portfólio recente. Com nota que o coloca como a quarta maior do ano no Metacritic e já presente nas discussões de jogo do ano, a exceção pode ter aberto caminho para uma nova série regular do agente a serviço de Sua Majestade.