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Abandonada, mansão onde viveu Hebe Camargo vai novamente a leilão judicial em São Paulo

A mansão onde viveu Hebe Camargo no Morumbi será leiloada. Abandonada, tem dívida milionária de IPTU e valor de R$ 8 milhões.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
2 min de leitura

A mansão onde a apresentadora Hebe Camargo (1929–2012) morou por 21 anos, localizada no bairro do Morumbi, zona sul de São Paulo, vai novamente a leilão judicial. O imóvel, que já foi palco de festas com celebridades e reuniões marcantes durante as décadas em que ela viveu ali, hoje encontra-se abandonado e em estado de ruína.

Segundo decisão do juiz Fábio Junqueira, da 2ª Vara Cível do Foro Regional de Santo Amaro, a propriedade será vendida para quitar dívidas da família Ravagnani — sobrenome de Lélio Ravagnani, empresário e marido de Hebe, falecido no início dos anos 2000. Após a morte de Lélio, a apresentadora deixou o local, e a casa passou a ser negligenciada.

Dívida milionária e tentativa frustrada de venda

Avaliado atualmente em R$ 8,2 milhões, o imóvel já havia ido a leilão em outubro de 2023, com lance inicial de R$ 4,1 milhões. No entanto, não houve interessados suficientes, em parte por conta da dívida acumulada de cerca de R$ 1,5 milhão em IPTU, conforme detalhado no processo.

A ação foi movida pela empresa Wv Soluções Logísticas, que cobra judicialmente valores da família Ravagnani. Sem manutenção adequada nos últimos anos, a estrutura do imóvel se deteriorou, o que afastou possíveis compradores.

Futuro incerto: prédio ou memorial?

Com 7 mil metros quadrados de terreno, a mansão já foi símbolo de elegância e vida social intensa. Hoje, especialistas do mercado imobiliário apontam que o espaço pode ser mais atrativo como terreno para construção de um edifício residencial de alto padrão. Outra possibilidade cogitada, segundo a Veja São Paulo, é transformar o espaço em um memorial em homenagem à trajetória de Hebe Camargo, considerada um ícone da televisão brasileira.

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A nova tentativa de leilão deverá ocorrer ainda este ano, e a expectativa é de que, mesmo em ruínas, o nome de Hebe possa influenciar o destino final da propriedade.

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