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Crítica | Lobisomem (2010)

Mais um remake fracassado.

Lucas Nascimento
Lucas Nascimento Redação
14 de junho de 2017 · 3 min de leitura
Crítica | Lobisomem (2010)

Já faz algum tempo desde que não vemos os lobisomens tradicionais. Tivemos a versão teen com Lua Nova, guerras com vampiros em Anjos da Noite, entre outros. Mas a clássica versão, passada na Inglaterra vitoriana, estava quase que esquecida. O remake de Joe Johnston até tenta seguir com respeito e capricho o filme da década de 1940, mas não consegue ir além de um suspense morno, sem emoção, com atores medianos e (muita) violência trash.

Na trama, o ator de teatro Lawrence Talbot (Benício Del Toro) viaja de volta para a mansão de sua família, para o funeral de seu irmão, morto por algum tipo de criatura noturna. Depois de também ser mordido por esta, ele se transforma no famoso Lobisomem.

Realmente, O Lobisomem não deu certo. Possui um tom bem sombrio, fotografia cheia de névoas e um visual muito interessante para sua criatura, que possui uma forma mais humana e é composta de maquiagem em vez de CGI, ou seja, à moda antiga. Agora, vamos falar do roteiro. É bem simples, começa de maneira tensa, mas ao longo do filme, começam a vir as reviravoltas previsíveis, os diálogos toscos e as situações clichês. Não seria tão ruim se o filme ao menos tivesse uma dose de emoção, seja nas cenas mais dramáticas ou no fraco elenco.

O elenco possui ótimos atores que se encontram em papéis ruins, careteiros e inexpressivos. Benício Del Toro até que não se sai tão mal, mas ele fez tantas caretas, que chegam até a ser engraçadas, quando deveriam ser trágicas. Anthony Hopkins não é aproveitado e fica com um dos papéis mais antigos: o pai que desafia o filho e que, consequentemente, entra em conflito com ele.

E cuidado Sam Raimi! O Lobisomem possui cenas de mutilação bem gore, que chegam a ser trash. Sério, qual o motivo de tanto sangue jorrando, tripas e cabeças sendo arrancadas? Não causa medo, não causa emoção, não causa absolutamente nada. E como é de se esperar de um blockbuster, o final do filme deixa suas portas bem abertas, de maneira muito preguiçosa, para uma sequência, mas aí já é muito improvável.

Resumindo, O Lobisomem é mais um remake que prometia muito, mas caiu em uma tempestade de situações clichês, atores fracos e muita violência trash. De bom mesmo, só o visual da criatura, que possui suas caprichadas transformações e o rosto coberto por uma arrepiante maquiagem. Mas ninguém merece mais lutas de lobisomens, certo?

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O Lobisomem (The Wolfman, EUA – 2010)

Direção: Joe Johnston
Roteiro: Andrew Kevin Walker e David Self
Elenco: Benício Del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt, Hugo Weaving
Gênero: Terror 
Duração: 103 min 

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Tags: #Anthony Hopkins #Benicio Del Toro #Cinema #crítica #Filme #Filmes de monstros #Joe Johnston #Lobisomem #Sam Raimi #Trash #Universal
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Lucas Nascimento
Escrito por

Lucas Nascimento

Estudante de audiovisual e apaixonado por cinema, usa este como grande professor e sonha em tornar seus sonhos realidade ou pelo menos se divertir na longa estrada da vida. De blockbusters a filmes de arte, aprecia o estilo e o trabalho de cineastas, atores e roteiristas, dos quais Stanley Kubrick e Alfred Hitchcock servem como maiores inspirações. Testemunhem, e nos encontramos em Valhalla.

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