Famosos

Daveigh Chase, voz de Lilo em Lilo & Stitch, morreu de AIDS aos 35 anos

O Legista de Los Angeles revelou que Daveigh Chase, voz de Lilo e atriz de O Chamado, morreu de AIDS aos 35 anos, com uso crônico de substâncias como fator.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

A causa que ninguém sabia

Daveigh Chase morreu em 16 de junho de 2026, em Los Angeles, aos 35 anos. Nos dias seguintes à morte, seu namorado Roy Hernandez havia informado ao TMZ que ela havia contraído meningite e uma infecção sanguínea grave que levaram ao colapso do organismo. O pai dela, John Schwallier, disse ao New York Times que não conversava com a filha há anos e que ela havia lutado contra as drogas desde os 13 anos de idade.

Nesta segunda-feira, 29 de junho, o Legista do Condado de Los Angeles divulgou o laudo oficial. A causa primária da morte foi síndrome da imunodeficiência adquirida, a AIDS. O uso crônico de múltiplas substâncias foi listado como condição contribuinte. A morte foi classificada como natural.

Quem foi Daveigh Chase

Nascida em Las Vegas em 24 de julho de 1990 e criada no Oregon, Chase começou a carreira aos sete anos em comerciais e peças de teatro. Aos oito, já aparecia em séries de televisão. Sua chegada ao cinema aconteceu em 2001 com Donnie Darko, ao lado de Jake Gyllenhaal, e naquele mesmo ano ela dublou Chihiro na versão americana de A Viagem de Chihiro, de Hayao Miyazaki.

O papel que definiu sua carreira chegou em 2002: ela foi a voz de Lilo Pelekai em Lilo & Stitch, a menina havaiana órfã que adota um alienígena pensando ser um cachorro. O desempenho lhe rendeu o prêmio Young Artist Award e o Annie Award para voz, colocando-a entre as atrizes infantis mais reconhecidas da época. Ela reprisou o papel em Lilo & Stitch: O Filme (2003), Leroy & Stitch (2006) e na série animada do Disney Channel.

No mesmo ano de Lilo & Stitch, ela interpretou Samara Morgan em O Chamado, o horror que assustou uma geração inteira com a imagem de uma menina saindo de dentro de uma televisão. A combinação dos dois papéis no mesmo ano, a criança mais adorável do cinema de animação e o ser mais aterrorizante do horror americano, é uma das curiosidades mais marcantes da carreira de qualquer ator.

Publicidade

Os anos depois das câmeras

Chase deixou de atuar por volta de 2016. Nos anos seguintes, seu pai confirmou que ela havia se tornado moradora de rua e lutava contra as drogas há décadas. A última aparição pública registrada antes da morte foi num vídeo publicado nas redes sociais por Hernandez, que havia iniciado uma campanha de arrecadação para custear o tratamento médico dela nos dias antes da morte.

A campanha descrevia uma mulher que havia enfrentado uma infância difícil, um rompimento doloroso com a família e dificuldades para encontrar segurança e estabilidade em Los Angeles. Hernandez escreveu que havia prometido protegê-la e oferecer o amor que ela merecia.

O pai disse ao New York Times que não havia sido informado da morte diretamente e que, ao longo dos anos de distância, chegou a não saber se ela estava viva. A informação sobre AIDS não havia sido divulgada anteriormente pela família nem pela assessoria.

Compartilhar: Twitter Facebook WhatsApp