Dragon Age: The Veilguard foi reformulado após desistência de multiplayer
John Epler, diretor de narrativa de Dragon Age: The Veilguard, acredita que o foco no single player foi essencial para contar a história
Dragon Age: The Veilguard muda de rumo e estreia como RPG single player
Com lançamento marcado para 31 de outubro, Dragon Age: The Veilguard promete continuar a tradição da série ao entregar uma aventura focada em interação com companheiros controlados por inteligência artificial. No entanto, esse caminho não foi o planejado desde o início. Até 2021, o game estava sendo desenvolvido como uma experiência de “jogo como serviço” com foco no multiplayer.
Em entrevista à IGN, Gary McKay, gerente-geral da BioWare, e Corinne Busche, diretora do jogo, falaram sobre as mudanças significativas que resultaram da reformulação. McKay explicou que o sistema de batalhas passou por várias modificações, já que inicialmente o foco era a interação entre jogadores em um ambiente cooperativo. “O sistema de batalhas naquela época era orientado ao redor de ‘como é jogar com outros jogadores’? E, como você pode imaginar, coisas como companheiros não estavam tanto em destaque como estão agora”, afirmou ele.
Uma mudança estratégica para o single player
Apesar da grande mudança no direcionamento, McKay garante que não houve um “reboot” completo de Dragon Age: The Veilguard. Na época da decisão de focar em uma experiência single player, o jogo ainda estava em um estágio inicial de desenvolvimento, o que permitiu que ajustes fossem feitos sem grandes complicações. O objetivo da BioWare foi explorar elementos já conhecidos e que obtiveram sucesso em títulos anteriores da franquia, como a interação com NPCs e a construção de histórias profundas.
Corinne Busche destacou que a transição para o single player impactou diretamente a narrativa e o processo de dublagem, que já havia começado. No entanto, ela também aponta que isso resultou em um sistema de progressão mais robusto e na construção de uma experiência mais coesa. A interação com companheiros controlados pela inteligência artificial agora é um dos pilares da jogabilidade, reforçando a tradição da série em criar laços entre o jogador e os personagens secundários.
Narrativa mais rica sem o multiplayer
John Epler, diretor de narrativa de Dragon Age: The Veilguard, acredita que o foco no single player foi essencial para contar a história de maneira mais eficiente. Caso o jogo tivesse seguido seu caminho original como um multiplayer, seria muito mais difícil manter a coesão da narrativa, especialmente em relação à busca por Solas, um dos principais elementos da trama. A complexidade de um ambiente multiplayer, onde vários jogadores interagem simultaneamente, tornaria desafiadora a tarefa de contar uma história tão densa e detalhada como a que se espera de um título da BioWare.
Assim, a decisão de focar no single player foi fundamental para manter a essência narrativa que caracteriza Dragon Age. Agora, os fãs aguardam ansiosos para ver como The Veilguard vai evoluir e se estabelecer dentro da franquia, que sempre se destacou por suas narrativas envolventes e pela construção de mundos ricos em detalhes.