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John Williams, lenda de ‘Star Wars’, faz crítica a trilhas sonoras: ‘Noção equivocada’

O lendário compositor John Williams fez uma declaração surpreendente. Em uma nova entrevista, o maestro de 93 anos confessou algo inusitado. Ele disse que, na verdade, nunca gostou muito de trilhas sonoras de filmes. A fala, portanto, choca. Afinal, ela vem do homem que criou algumas das músicas mais icônicas da história do cinema. A […]

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
2 min de leitura

O lendário compositor John Williams fez uma declaração surpreendente. Em uma nova entrevista, o maestro de 93 anos confessou algo inusitado. Ele disse que, na verdade, nunca gostou muito de trilhas sonoras de filmes. A fala, portanto, choca. Afinal, ela vem do homem que criou algumas das músicas mais icônicas da história do cinema.

A entrevista foi concedida ao jornal britânico The Guardian. Nela, John Williams ofereceu uma visão modesta sobre seu próprio ofício.

“Uma noção equivocada”

Primeiramente, John Williams expressou seu desinteresse geral por músicas de cinema. “Nunca gostei muito de trilhas sonoras de filmes”, disse ele. Segundo o maestro, mesmo as melhores trilhas costumam ter apenas “oito minutos” de brilho.

Ele, então, fez uma crítica ainda mais profunda. “A ideia de que a música de cinema ocupa o mesmo lugar na sala de concertos que a melhor música do cânone é uma noção equivocada, eu acho”, afirmou.

O paradoxo da carreira de John Williams

A declaração do compositor é extremamente irônica. John Williams, afinal, é talvez o maior nome da história das trilhas sonoras. Ele, por exemplo, compôs a música do primeiro filme de Star Wars, em 1977. Pelo trabalho, ele venceu um Oscar.

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Desde então, o maestro acumulou impressionantes 54 indicações ao prêmio. Ele venceu a estatueta cinco vezes. Seu catálogo, além disso, inclui as trilhas de clássicos como E.T. – O Extraterrestre, Tubarão e Indiana Jones.

Longe da aposentadoria

Apesar da idade avançada, John Williams não planeja parar. Seus trabalhos mais recentes, por exemplo, foram em Indiana Jones e o Disco do Destino e Os Fabelmans, de Steven Spielberg. Em 2023, o compositor declarou que ainda tem “pelo menos mais 10 anos” de carreira pela frente.

A visão humilde de John Williams sobre seu próprio trabalho, portanto, é um raro ato de modéstia. Milhões de fãs, no entanto, certamente discordariam. Para eles, afinal, as músicas do maestro não são apenas “trilhas de cinema”. Elas são, de fato, parte da trilha sonora de suas vidas.

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