Cinema

Karla Sofía Gascón, atriz trans indicada ao Oscar 2025, critica medidas de Trump

Karla Sofía Gascón é a primeira mulher trans indicada ao Oscar de melhor atriz, por sua performance em Emilia Pérez.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
2 min de leitura

Karla Sofía Gascón entrou para a história ao ser indicada ao Oscar 2025 na categoria de melhor atriz por sua atuação em Emilia Pérez, marcando um momento significativo para a representatividade trans no cinema. Gascón é a primeira mulher trans abertamente reconhecida na categoria.

A performance de Gascón, onde interpreta uma líder de cartel mexicano que faz a transição de gênero e se dedica a combater a violência das gangues, recebeu elogios da crítica e foi aclamada em premiações anteriores, incluindo o Festival de Cannes, onde dividiu o prêmio de melhor atriz com suas colegas de elenco Zoe Saldaña, Selena Gomez e Adriana Paz.

Um marco histórico e uma mensagem de inclusão

Apesar de reconhecer a relevância histórica de sua indicação, Gascón pediu que sua atuação fosse avaliada por mérito artístico, sem foco em sua identidade:
“Agora é hora de focar na minha performance e deixar de lado minha etnia, sexualidade ou cor de cabelo, para avançar na ‘integração’”, disse a atriz.

A estrela também abordou o preconceito e as críticas que enfrenta, especialmente em um contexto global onde direitos trans têm sido alvo de debates intensos. Em resposta a ataques de figuras públicas e ameaças online, Gascón tem se posicionado como uma defensora firme dos direitos trans e da inclusão no cinema.

Contexto político e social

A indicação de Gascón chega em um momento de tensão global para a comunidade trans, com retrocessos em políticas públicas em alguns países, como os Estados Unidos. Ela criticou a ordem executiva recente do ex-presidente Donald Trump, que restringe o reconhecimento de gênero, classificando-a como “desavergonhada” e prejudicial.

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Sucesso de Emilia Pérez

Além de marcar a carreira de Gascón, Emilia Pérez também fez história como o filme não em língua inglesa mais indicado na história do Oscar, com 13 nomeações. O longa de Jacques Audiard já acumulou prêmios, incluindo o Globo de Ouro de melhor filme — musical ou comédia.

Uma mensagem de esperança

Em seus discursos, Gascón reforça sua mensagem de resiliência e orgulho:
“Elas nunca poderão tirar nosso orgulho de nossa existência, nunca me derrubarão. Continuarei lutando por uma humanidade mais justa.”

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