Kylie Jenner é processada por ex-chef que alega ter sofrido aborto por sobrecarga
Ex-chef de Kylie Jenner processa a empresária alegando que turnos exaustivos durante gravidez de risco levaram a um aborto espontâneo em fevereiro de 2025.
A terceira ação trabalhista em dois meses
Kylie Jenner enfrenta desde segunda-feira, 22 de junho, um terceiro processo trabalhista movido por ex-funcionária em 2026. A ação foi protocolada no Tribunal Superior de Los Angeles por uma mulher que trabalhou como chef particular da empresária de novembro de 2024 a março de 2025. Ela alega que a carga de trabalho exigida durante uma gravidez de risco levou a um aborto espontâneo em fevereiro do ano passado.
O processo lista mais de duas dezenas de acusações, incluindo discriminação por gravidez, assédio, rescisão indevida, classificação inadequada como contratada independente e violações de pagamento de salários. A representante de Jenner não respondeu aos pedidos de comentário da imprensa até o fechamento desta matéria.
O que o processo descreve
Segundo os documentos judiciais analisados pelo Los Angeles Times e pelo USA Today, a chef informou seus supervisores em dezembro de 2024, poucas semanas após ser contratada, que estava grávida de três meses e necessitava de acomodações razoáveis para proteger a saúde na gravidez de risco. As solicitações teriam sido ignoradas.
Na véspera de Ano Novo de 2024, ela afirma ter sido instruída a carregar e transportar itens pesados de alimentos morro acima, sem assistência. O esforço físico a deixou tonta e com dificuldades respiratórias, exigindo intervenção de seguranças. Em 1º de fevereiro de 2025, com cinco meses de gravidez, foi designada para trabalhar no aniversário de um dos filhos de Jenner em Palm Springs. Ao pedir ajuda com a carga do evento, diz ter sido ignorada pelos supervisores. Ela relata ter passado mal no banheiro durante o evento por exaustão física. Na manhã seguinte, ainda em Palm Springs, acordou com hemorragia severa e se dirigiu ao pronto-socorro, onde foi informada de que não havia batimento cardíaco detectável.
Segundo o processo, depois que a chef comunicou o aborto aos supervisores, foi acusada de ter deixado a cozinha e a geladeira em desordem após o evento em Palm Springs. Em 8 de fevereiro, sofreu nova hemorragia e desmaiou no banheiro. A ação descreve que, ao demonstrar sofrimento emocional, um supervisor a repreendeu com a frase “pare, apenas pare. Você está perturbando a Kylie. Você a está deixando deprimida.” A empresa de gestão Tri Star, nomeada como co-ré no processo, teria oferecido um acordo em maio de 2025 condicionado à desistência do direito de processar.
O contexto de três processos no mesmo ano
Esta não é a primeira ação trabalhista que Jenner enfrenta em 2026. Em abril, a ex-empregada doméstica Angelica Hernandez Vasquez processou a empresária por demissão injusta, alegando ter sido submetida a discriminação religiosa e de origem nacional por outros membros da equipe. Vasquez, salvadorenha e católica, descreveu um ambiente de trabalho hostil que a levou a desenvolver sintomas compatíveis com transtorno de estresse pós-traumático antes de pedir demissão em agosto de 2025. Dias depois, Juana Delgado Soto moveu ação separada com alegações semelhantes, afirmando ter pedido ajuda diretamente a Jenner e ter sido ameaçada de demissão.
As três ações são representadas pelo mesmo escritório de advocacia, o Shaker Law Group. A advogada Della Shaker disse ao Los Angeles Times que “o status de celebridade não isenta ninguém das leis trabalhistas da Califórnia.”
Nenhuma das alegações foi julgada até agora. Kylie Jenner, de 28 anos, construiu um império estimado em mais de US$ 700 milhões com a Kylie Cosmetics e participações em outras empresas. Ela não se pronunciou publicamente sobre nenhum dos três processos.