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PlayStation 6 já custa mais de US$ 680 só em memória e armazenamento, diz vazador

Segundo o vazador KeplerL2, a RAM e o armazenamento do PS6 custariam mais de US$ 680, e analistas já falam em console acima de US$ 1.000.

Matheus Fragata
Matheus Fragata 3 min de leitura

A corrida da inteligência artificial pode deixar o próximo PlayStation bem mais caro. Segundo o vazador KeplerL2, conhecido por antecipar informações sobre hardware da AMD, só a memória RAM e o armazenamento do PlayStation 6 custariam mais de US$ 680 por console. A conta não inclui processador, placa, carcaça, controle, logística nem margem do varejo.

A informação foi publicada no fórum NeoGAF e não foi confirmada pela Sony. Segundo o vazador, esses mesmos componentes custavam bem menos quando a fabricante fechou o projeto do console. A Sony não anunciou preço nem data de lançamento para o PS6.

A conta que só cresce

Não é a primeira estimativa de KeplerL2 sobre o assunto. Em março, segundo relatos, ele calculou o custo total de materiais do PS6 em cerca de US$ 760. Em junho, revisou a conta para aproximadamente US$ 960, culpando justamente a alta de preço das memórias DRAM e NAND.

Nessa última revisão, o vazador já previa um preço de venda perto de US$ 1.000. O novo número reforça a tendência. Se só RAM e armazenamento passam de US$ 680, sobra pouco espaço no orçamento para todo o resto.

Data centers de IA disputam os mesmos chips

A explicação está fora do mundo dos games. Empresas de tecnologia compram memória em escala recorde para abastecer data centers de inteligência artificial, o que provocou escassez e fez os preços dispararem. O efeito já chegou a celulares, computadores e consoles.

No Brasil, a Sony reajustou os preços em abril. O PS5 com leitor de disco passou de R$ 4.499,90 para R$ 5.099,90, e a Edição Digital foi para R$ 4.599,90. O PS5 Pro subiu para R$ 7.499,90. Nos Estados Unidos, o PS5 Pro chegou a US$ 899 depois de dois aumentos em menos de um ano.

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Mil dólares viram piso?

Analistas do setor já discutem se a próxima geração vai romper a barreira dos US$ 1.000. Joost van Dreunen, CEO da consultoria Aldora, acredita que sim. Para ele, os novos consoles podem nem chegar antes de 2028, e quando chegarem, mil dólares seria o preço mínimo.

Manu Rosier, diretor de inteligência de mercado da Newzoo, é um pouco mais otimista. Na visão dele, os modelos de entrada tendem a ficar abaixo de US$ 999, por razões psicológicas e de marketing. Versões premium podem passar disso, já que o custo dos componentes está fora do controle das fabricantes.

A Microsoft já deu o aviso

A Sony não está sozinha nessa situação. A Microsoft confirmou que desenvolve a próxima geração do Xbox, de codinome Project Helix. A empresa também admitiu que precisará pensar em novos modelos de negócio para cobrir os custos.

Segundo relatos, a CEO do Xbox, Asha Sharma, disse que o preço das memórias vai afetar o preço e a disponibilidade do Helix. Rumores antigos davam conta de que o PS6 poderia chegar já em 2027. Com o cenário atual, essa janela parece cada vez mais distante.

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