PS6 deve passar de US$ 1.000 mesmo mais barato que Xbox, diz insider
PS6 teria custo de produção US$ 200 menor que o Project Helix, mas memória e armazenamento subiram até 5 vezes, diz Kepler.
A próxima geração de consoles ainda nem foi anunciada e já tem cara de artigo de luxo. Depois da projeção de que o Project Helix, novo Xbox, poderia chegar às lojas entre US$ 1.200 e US$ 1.800, os olhares se voltaram para a Sony. A resposta veio de Kepler, insider conhecido por acertos sobre hardware: a lista de componentes do PS6 seria cerca de US$ 200 mais barata.
Parece alívio, mas a conta não fecha a favor do bolso. Se a comparação se confirmar, o PS6 ainda custaria algo entre US$ 1.000 e US$ 1.600, e nada garante que a Sony aceite vender o aparelho no prejuízo.
A culpa é da memória
Kepler insiste que ninguém planejou isso. Segundo ele, projetar um console leva mais de cinco anos, e nem Sony nem Microsoft pretendiam lançar máquinas acima de US$ 1.000. O problema é que memória RAM e armazenamento NAND ficaram até cinco vezes mais caros, empurrados pela corrida das empresas de inteligência artificial.
A velocidade da piora impressiona. No ano passado, o próprio Kepler estimava um PS6 por cerca de US$ 600. Agora, alega que só a memória custaria à Sony mais de US$ 680 por unidade. A Microsoft, vale lembrar, não é exatamente vítima inocente nessa história: a empresa já investiu mais de US$ 100 bilhões em sua parceria com a OpenAI.
Da etiqueta à prateleira
O preço oficial é só o começo. O PS5 Pro tem preço sugerido de US$ 899,99 nos Estados Unidos, mas já apareceu anunciado em grandes varejistas por US$ 1.649, cerca de US$ 750 acima. Um console que estreie acima de US$ 1.000 tende a ficar ainda mais distante do consumidor, sobretudo com impostos.
No Brasil, onde tributação e câmbio costumam multiplicar o preço de eletrônicos importados, o cenário é ainda mais preocupante. O PS5 Pro já chegou ao país custando bem acima de R$ 5 mil.
Uma geração que pode não decolar
O efeito provável é uma transição lenta. Com consoles caros e jogos a US$ 70 ou US$ 80, muita gente deve continuar no PS5 por anos. Para as fabricantes, fica difícil justificar exclusivos de centenas de milhões de dólares para um aparelho que poucos conseguem comprar.
Há um precedente recente. A Steam Machine, da Valve, foi apresentada como um PC acessível para a sala, mas a escassez de componentes empurrou o preço para além dos US$ 1.000 e esfriou o interesse. A força da marca PlayStation pode ajudar, mas pagar tanto por um salto técnico modesto é uma venda difícil quando o salário não acompanha.
Editor-geral do Bastidores, formado em Cinema.
Apaixonado por histórias que transformam.
Contato: matheus@nosbastidores.com.br
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