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CEO da Take-Two diz ser ridículo achar que inteligência artificial criará jogos de sucesso

O diretor executivo da Take-Two, Strauss Zelnick, declarou recentemente que acha completamente ridícula a ideia de que ferramentas de inteligência artificial possam criar grandes sucessos da indústria. A polêmica começou após o Google anunciar, em janeiro deste ano, o lançamento de uma versão inicial do seu aguardado Projeto Genie. Essa nova tecnologia permite que os […]

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura
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O diretor executivo da Take-Two, Strauss Zelnick, declarou recentemente que acha completamente ridícula a ideia de que ferramentas de inteligência artificial possam criar grandes sucessos da indústria. A polêmica começou após o Google anunciar, em janeiro deste ano, o lançamento de uma versão inicial do seu aguardado Projeto Genie. Essa nova tecnologia permite que os usuários gerem os seus próprios mundos jogáveis e interativos apenas digitando comandos de texto simples.

Logo após a revelação dessa inovação tecnológica, diversas empresas do setor de videogames sofreram quedas notáveis nos valores de suas ações na bolsa. Nomes de peso do mercado, como Unity, CD Projekt, Nintendo, Roblox e a própria Take-Two, sentiram o impacto imediato do anúncio. No entanto, durante uma entrevista ao portal The Game Business, Zelnick fez questão de descartar qualquer possibilidade de a ferramenta rivalizar com gigantes como a franquia Grand Theft Auto.

Ao ser questionado se essas ferramentas poderiam nivelar o mercado para criadores independentes, o executivo respondeu de forma incisiva que isso não acontecerá. Zelnick explicou que já existem inúmeras tecnologias disponíveis para a criação de jogos e, como resultado, milhares de títulos são lançados todos os anos. Mesmo com toda essa facilidade de produção, ele ressaltou que os verdadeiros sucessos continuam concentrados quase inteiramente nas mãos das grandes empresas de entretenimento.

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O CEO argumentou que a noção de apertar um simples botão para gerar um sucesso estrondoso para milhões de consumidores é uma fantasia risível. Para ilustrar o seu ponto de vista, ele usou o exemplo atual das inteligências artificiais focadas na geração de músicas. O executivo brincou que essas canções geradas por máquinas são ótimas para enviar como um cartão de aniversário, mas desafiou qualquer pessoa a conseguir ouvi-las mais de uma vez com genuíno interesse.

Zelnick também expressou uma enorme surpresa com a reação negativa e precipitada do mercado financeiro após o anúncio do novo projeto do Google. Na visão do experiente empresário, essas ferramentas de criação deveriam ser consideradas grandes aliadas e benefícios valiosos para o trabalho diário dos desenvolvedores. Ele acredita que o uso adequado da tecnologia aumentará o valor das empresas do setor, em vez de representar uma ameaça rival que justifique a queda brusca nas ações.

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Para o diretor da Take-Two, o uso de inteligência artificial pode até ajudar a criar os recursos visuais de um projeto, mas não garantirá um sucesso comercial. Ele pontuou que já existem milhares de jogos para celulares sendo lançados constantemente, e apenas uma pequena fração deles realmente atinge o topo. Produzir um fenômeno da magnitude de um Grand Theft Auto ou EA Sports FC exige um nível de engajamento humano e criatividade que as máquinas ainda não possuem.

Tags: #Take-Two
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