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Chefe de marketing do Call of Duty põe Modern Warfare 4 ao lado de GTA 6 e deixa Zelda de fora

Modern Warfare 4 sai em 23 de outubro, e a Activision acredita que GTA 6 pode até aumentar o número de jogadores de Call of Duty.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

A internet já tinha batizado o fim de 2026 nos games como uma espécie de “Barbenheimer”. De um lado está Grand Theft Auto VI. Do outro, o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time. A Activision discorda dessa dupla. Para Tyler Bahl, diretor de marketing da empresa, o confronto que importa é entre o jogo da Rockstar e Call of Duty: Modern Warfare 4.

Em entrevista a um site britânico especializado no mercado de games, o executivo foi questionado se o barulho em torno de Vice City e de Hyrule estava ofuscando o novo Call of Duty. Ele pediu licença aos fãs de Link, dizendo “sem ofensa a Zelda”. Depois cravou que os dois maiores lançamentos do ano são GTA VI e Modern Warfare 4.

Um calendário apertado

A disputa por atenção vai ser concentrada. Modern Warfare 4 chega em 23 de outubro. O remake de Ocarina of Time, exclusivo do Switch 2, sai em 5 de novembro. Duas semanas depois, em 19 de novembro, GTA VI encerra uma espera de mais de uma década desde GTA V.

Bahl não vê a proximidade com a Rockstar como ameaça. Pelo contrário: o executivo aposta que GTA VI vai tirar muita gente da aposentadoria. Jogadores que deixaram o PlayStation ou o Xbox pegando poeira vão religar os consoles, e cada um que volta ao menu inicial é um potencial jogador de Call of Duty.

“Meus amigos estão lá”

Perguntado sobre uma possível queda de jogadores a partir de 19 de novembro, Bahl evitou o pessimismo. Segundo ele, é cedo para saber, e o lançamento pode até provocar um leve aumento no público. A aposta é que muita gente vai dividir o tempo entre os dois jogos.

O trunfo da série, na visão do executivo, não é o tiroteio. As pesquisas internas da Activision indicam que o maior atrativo para os jogadores é a presença dos amigos dentro do jogo. Ele destacou o multiplayer entre plataformas, que este ano passa a incluir o Switch 2, novidade para a franquia, além de PC, Xbox e PlayStation.

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Uma coroa que já não é garantida

A confiança tem um contexto delicado. Por anos, Call of Duty foi o jogo mais vendido dos Estados Unidos. A série só perdia o topo para títulos da Rockstar, como GTA V e Red Dead Redemption 2, e em 2023 para Hogwarts Legacy.

Em 2025, o cenário mudou. Segundo dados de uma consultoria de mercado americana, Call of Duty: Black Ops 7 terminou o ano apenas em quinto lugar no país. Ficou atrás de Battlefield 6, NBA 2K26, Borderlands 4 e Monster Hunter Wilds. Com GTA VI chegando um mês depois, Modern Warfare 4 precisa provar que a franquia ainda tem fôlego para brigar entre os gigantes.

O peso do nome Modern Warfare

A Activision aposta em uma marca forte para essa briga. A subsérie Modern Warfare, da Infinity Ward, é responsável por alguns dos capítulos mais vendidos da história de Call of Duty, desde o original de 2007. O próprio estúdio já disse publicamente que não teme a concorrência e que disputas entre grandes jogos fazem bem ao mercado.

Do lado da Nintendo, o remake de Ocarina of Time chega com controles de movimento para mirar e uso do microfone do console para tocar a ocarina. Ou seja, o “Barbenheimer” dos games pode acabar virando um trio.

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