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Crítica | Expedição Kon-Tiki

A paixão e a fé de Thor Heyerdahl.

Redação Bastidores
Redação Bastidores Redação
26 de maio de 2017 · 5 min de leitura
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Em meio a um avançado arsenal tecnológico, optar por soluções mais rudimentares vira motivo de chacota e sinal de atraso. No entanto, foi o meio com que o antropólogo Thor Heyerdahl utilizou para provar a sua tese. Nos anos 30, ele viveu um bom tempo na Polinésia. Com base nessa experiência in loco, suas observações e análises, Heyerdahl passou mais de uma década desenvolvendo uma tese que foi primeiramente mal recebida pela comunidade científica da época: a de que a Polinésia teria sido povoada não por populações asiáticas (a lógica da proximidade e da semelhança étnica), mas por populações sul-americanas.

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Ele teria encontrado evidência tanto da existência de estátuas semelhantes nos dois lugares, como de vegetais e frutas semelhantes. O problema é que a distância da costa sul-americana até a Polinésia é de mais de 8000km, semelhante ao trajeto de Chicago até Moscou, ou da Islândia até a Etiópia. Realmente, um desafio e tanto para embarcações primitivas. Mas Heyerdahl acredita que, sim, esse trajeto foi percorrido por uma embarcação rústica séculos atrás. Depois de ver suas ideias sendo refutadas incessantemente, o antropólogo viu apenas uma saída: fazer a trajetória ele mesmo, com uma jangada feita dos mesmos materiais que uma população digamos “primitiva” teria à disposição. Expedição Kon-Tiki é um filme sobre esse sonho, onde a paixão supera a razão para reconstruí-la.

É um pena que seja um filme tão reducionista e limitado. Vale dizer que Thor escreveu um livro sobre a expedição, sucesso na época. Junto de sua tripulação, levou também uma câmera filmadora e registrou todo o percurso, que resultou no documentário lançado em 1950, Kon-Tiki, premiado com um Oscar. Frente a um registro concreto, seria de se esperar que o filme dirigido pela dupla norueguesa Joachim Rønning e Espen Sandberg, os mesmos que agora são os capitães do quinto longa da franquia Piratas do Caribe, soubesse aproveitar do material existente para fazer uma emocionante história de aventura. Ou uma análise psicológica dos personagens, no caso do drama não ser tão latente. Ou ainda ampliar o fio da história e partir para o prisma da visão daqueles que ficaram no continente. Essas ideias parecem ter passado pela cabeça do roteirista Petter Skavlan, mas simplesmente nenhuma parece definir direito a narrativa do filme.

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O filme de 2012, que chegou a concorrer ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, parece só seguir uma bússola: a da força da fé. Heyerdahl confia numa história que ouviu certa vez de um indígena, sobre Kon-Tiki – talvez mais conhecido para nós como Viracocha, o deus Sol da mitologia inca. O filme eleva esse fato das apreensões científicas e pinta, em certa medida, Heyerdahl como uma espécie de clérigo cego, que joga todas as fichas na assistência divina, recusando em certo ponto a falta de esperança do resto da tripulação. E basicamente todas as relações que o filme faz são coerções ao invés de construções.

Podemos acompanhar uma fração mínima da infância de Thor, sua estada na Polinésia, alguma migalha da sua relação com a esposa. De resto, só há sua paixão. Os outros tripulantes são apenas companheiros de viagem. Somos apresentados à eles pelas suas funções, mas sabemos pouco deles e em certa altura, não poderíamos nos importar menos. Em meio às crises que povoam o segundo ato filme, antes da embarcação seguir o trajeto certo, não há nenhuma emoção. Os diretores parecem só se preocupar em mostrar os corpos esguios e brilhantes, com aquele bronzeado artificial de filmes antigos de estúdio, os cabelos e as barbas loiras de homens de olho azul e dentes branquíssimos.

Tudo é “lindo”. O mar, a embarcação, os peixes, o céu, as estrelas, o sol. Todo elemento plástico guarda uma sensualidade artificial das grandes produções norte-americanas. E Expedição Kon-Tiki é daqueles filmes em que faz-se um filme medíocre e melodramático só pela exposição das capacidades técnicas. Não à toa, os diretores já aportaram em Hollywood. Porque, de resto, o filme pode funcionar no papel, mas falta muito ao seu compromisso cinematográfico.

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Falta expressividade aos atores, assim como falta informação e contextualização. Só restam dúvidas e incoerências enterradas pelo dito objetivo de mostrar a sonhada jornada pela estética do maravilhamento e da “beleza” da fé. É preciso crer para ver. Nem a visão de um navio naufragado no horizonte abala a segurança da crença. Tudo está alinhado ao cosmos, assim como mostra a exibicionista sequência em que a câmera se afasta do barco, vai até o espaço sideral e depois se reaproxima do mar.

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Após a marca dos 90 minutos, tudo que se passou vira banal. As preocupações com a embarcação não aparecem mais, tudo dá certo nos últimos instantes. O filme fecha num tom esperançoso, fazendo uma ligação entre a paixão do antropólogo e a visão de sua esposa. É um pena que não toque o espectador, porque simplesmente é uma passagem deslocada de tudo. Seria mais divertido se os tubarões tivessem devorado todos.

Expedição Kon-Tiki (Kon-Tiki, Noruega – 2012)

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Direção: Joachim Rønning e Espen Sandberg
Roteiro: Petter Skavlan
Elenco: Pål Sverre Hagen, Anders Baasmo Christiansen , Tobias Santelmann , Gustaf Skarsgård, Odd-Magnus Williamson, Jakob Oftebro, Agnes Kittelsen e Peter Wight
Gênero: Aventura, Drama
Duração: 118 min

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Tags: #aventura #Ciência #Drama #Fé #Gustaf Skarsgård #Joachim Ronning #Kon-Tiki #Mar #Noruega #Paixão #Piratas do Caribe
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