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Crítica | O Menino Que Queria Ser Rei – Como reinventar uma lenda para novas gerações

Ainda que o mito do Rei Arthur tenha sido adaptado diversas vezes, poucas vezes ganhou uma versão tão divertida, original e relevante quanto este O Menino Que Queria Ser Rei

Lucas Nascimento
Lucas Nascimento Redação
17 de janeiro de 2019 · 4 min de leitura
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Tenho certeza que a reação da maioria dos seres humanos se eu dissesse que existe mais uma versão de Rei Arthur nos cinemas seria de pânico absoluto – ou mera ignorância, tal como ocorreu com todas as adaptações anteriores da clássica lenda anglo-saxônica. Porém, pela primeira vez em anos, surge uma adaptação que realmente traz algo de diferente, e que se diverte ao explorar e subverter os elementos dessa história que todos estamos carecas de saber. É o caso de O Menino Que Queria Ser Rei, versão mais infantil e fantasiosa da história, e que se destaca facilmente como uma das melhores no cinema recente até então.

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A trama segue o caminho que seguimos, mas de formas alternativas. Somos apresentados ao jovem Alex (Louis Ashbourne Serkis), que mora com a mãe (Denise Gough) e sobrevive à opressão e bullying no colégio ao lado de seu melhor amigo Bedders (Dean Chaumoo). Tudo muda quando ele descobre a espada Excallibur fincada em uma construção, liberando-a e logo atraindo seu poder. À medida em que figuras como o mago Merlin (Patrick Stewart e Angus Imrie em sua versão mais jovem) e os cavaleiros da Távola Redonda cruzam seu caminho, a sombria feiticeira Morgana (Rebecca Ferguson) cobiça o poder da espada para si mesma, iniciando uma cruzada para destruir Alex e seus amigos.

O grande diferencial do filme de Joe Cornish, que retorna às telas quase dez anos após o ótimo Ataque ao Prédio, é o fato de termos crianças em um mundo onde a lenda do Rei Arthur existe na cultura contemporânea. Ao perceber que pode de fato ser o herdeiro do mítico líder da Bretanha, Alex imediatamente usa como referência as jornadas de Luke Skywalker e Harry Potter, assumindo que faz parte da jornada de Joseph Campbell, o que traz uma metalinguagem divertida e moderna para a história, e que ganha força na prosa honesta e ágil de Cornish; que jamais esconde o fato de que seu público alvo é mais infantil, mas com a capacidade de agradar a todos.

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Nesse quesito infantil, as intenções de Cornish remetem bastante a outra obra excepcional do cinema britânico para esse público: a franquia Paddington, de Paul King. Tal como nos filmes do ursinho falante de Ben Whishaw, O Menino Que Queria Ser Rei comove por suas lições de moral simples, mas poderosas. Ao situar a narrativa em um contexto onde jornais e literalmente todos os personagens apontam como o mundo está dividido e carente de bons líderes, Cornish joga um holofote para os tempos atuais, e reforça a importância da união e do coletivo, trazendo um belo arco onde Alex e Bedder simpatizam com seus bullies, que acabam justamente tornando-se seus aliados na Távola Redonda teen.

A direção de Cornish é igualmente eficiente, aproveitando as belas paisagens urbanas e rurais da Inglaterra, que rendem belos quadros graças ao ótimo trabalho do diretor de fotografia Bill Pope. Cornish é criativo ao trazer imagens que desde sua concepção mostram-se icônicas, como a Excallibur perfurando a mochila escolar de Alex ou os planos que trazem estudantes usando armaduras de cavaleiros e óculos 3D. O demérito fica com algumas cenas de ação, onde o CGI acaba não se mostrando dos melhores, rendendo mais uma leva de exército de criaturas digitais genéricas e inexpressivas – assim como a forma demoníaca de Morgana, que chega a remeter ao Escorpião Rei de O Retorno da Múmia.

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O texto delicioso é trazido à vida por um elenco jovem desconhecido, mas extremamente carismático. Filho do talentoso Andy Serkis, Louis Ashbourne Serkis mostra que tem a mesma expressividade do pai, convencendo nos momentos dramáticos que surgem surpreendentemente complexos. O grupo fornado por Tom Taylor, Dean Chaumoo e Rhianna Dorris surge muito bem entrosado e com características próprias, mas é mesmo o excepcional Angus Imrie quem rouba cada fotograma de cena, como a versão jovem de Merlin, abraçando a excentricidade na mesma linha de um bom Doctor Who. É um elenco infantil tão agradável que nem mesmo os nomes mais imponentes como Patrick Stewart e Rebecca Ferguson causam tanto impacto, ainda que estejam bem em cena.

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Ainda que o mito do Rei Arthur tenha sido adaptado diversas vezes, poucas vezes ganhou uma versão tão divertida, original e relevante quanto este O Menino Que Queria Ser Rei. Nas mãos de Joe Cornish, temos uma aventura infantil, mas que conversa com todas as idades e oferece lições importantes, ao mesmo tempo em que cativa por sua criatividade.

O Menino Que Queria Ser Rei (The Kid Who Would Be King, Reino Unido – 2019)

Direção: Joe Cornish
Roteiro: Joe Cornish
Elenco: Louis Ashbourne Serkis, Dean Chaumoo, Tom Taylor, Rhianna Dorris, Angus Imrie, Patrick Stewart, Rebecca Ferguson, Denise Gough
Gênero: Aventura
Duração: 132 min

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Tags: #Patrick Stewart #Rebecca Ferguson #Tom Taylor
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Lucas Nascimento
Escrito por

Lucas Nascimento

Estudante de audiovisual e apaixonado por cinema, usa este como grande professor e sonha em tornar seus sonhos realidade ou pelo menos se divertir na longa estrada da vida. De blockbusters a filmes de arte, aprecia o estilo e o trabalho de cineastas, atores e roteiristas, dos quais Stanley Kubrick e Alfred Hitchcock servem como maiores inspirações. Testemunhem, e nos encontramos em Valhalla.

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