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Catálogo

Crítica | Pieces of a Woman – A Incompletude Narrativa de um Drama Familiar

Pieces of a Woman é uma adição aprazível ao catálogo da Netflix, ainda mais por quebrar estereótipos acerca do casamento e da maternidade

Thiago Nolla
Thiago Nolla Redação
21 de janeiro de 2021 · 5 min de leitura
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A Netflix já está apostando na próxima temporada de premiações, entregando ao público obras como a recente cinebiografia A Voz Suprema do Blues (um dos melhores longas-metragens do ano passado) e, em janeiro deste ano, com um desestabilizado drama que ganha força pelas potentes atuações de seu elenco. Pieces of a Woman, novo projeto idealizado pelo aclamado diretor Kornél Mundruczó (do incrível drama Deus Branco) é uma análise de ascensão e queda de um casal – mais precisamente, de uma jovem mãe, Martha (Vanessa Kirby) – em face à prematura morte do filho recém-nascido e de todas as consequências que se amalgamam em uma bola de neve sem fim e extremamente perigosa.

O primeiro ato da obra, de longe uma das melhores introduções do século, já do tom da narrativa principal através de um comedido e, ao mesmo tempo, angustiante plano-sequência que parece esconder em sua atmosfera a veracidade de diálogos naturalistas e, a princípio, superficiais. Aqui, Martha e Sean (Shia LaBeouf) estão em êxtase pelo nascimento de sua primeira criança, decidindo realizar um parto humanizado em casa em vez de irem para o hospital. Auxiliados por uma parteira chamada Eva (Molly Parker), tudo ocorre às mil maravilhas – isso é, até a jovem bebê vir à vida. Não demora muito até que um dia de celebração se transforma em pesadelo quando a filha morre de asfixia nos braços de uma mãe exausta e de um pai que não sabe o que fazer, levando-os em uma espiralada descida ao inferno na Terra.

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A fluidez com a qual Mundruczó e o diretor de fotografia Benjamin Loeb trabalham é invejável e aumenta nossas expectativas para o restante do filme e de que forma os arcos dos protagonistas serão explorados. Diferente de outras investidas similares que optam pela “câmera na mão” e pelo flerte com o movimento dogmático dos anos 1990, é visível o profundo trabalho físico e mental imprimido para se afastar de técnicas formulaicas e buscar pela originalidade – ora, mesmo alguns planos nos blocos consecutivos brincam com a ilusão óptica e confundem propositalmente o espectador. O grande problema se isola no roteiro; assinado por Kata Wéber e inspirado na peça homônima de 2018, a trama principal lida com constantes obstáculos que transformam o panorama fílmico em uma mistura amorfa de quaisquer clichês dos anosa anteriores.

O que nos carrega ao longo das mais de duas horas de filme – que aparentam ser muito mais extensas pela repetição críptica de eventos ambíguos – é o estelar elenco. Kirby entrega a melhor atuação de sua carreira e demonstra uma versatilidade apaixonante ao interpretar uma depressiva e apática mulher que se respalda no trabalho e nas pessoas à sua volta para tentar se levantar. Desprovida de emoções melodramáticas, a atriz restringe o mais singelo dos suspiros aos olhos e ao crispar dos lábios – e a uma explosão necessária que entra em conflito com a personalidade tóxica da mãe, Elizabeth (Ellen Burstyn). O relacionamento conturbado e destrutivo com Sean traz uma química controversa e apaixonante para as telas, unindo o poder performático de Kirby ao de LaBeouf.

A paleta de cores também parte de um princípio interessante, ainda que previsível: há uma preferência orgânica pela sobriedade de duas personas que observaram, impotentes, o mundo virar de cabeça para baixo. Sean e Elizabeth pressionam Martha para continuar as investigações de negligência por parte da parteira, voltando a um demorado e extenuante processo jurídico que enxerga o dinheiro como forma de reparação de erros drásticos. Martha, entretanto, quer apenas se livrar daquilo tudo e conseguir seguir em frente, ainda que sofra com as consequências de perder um ente querido – como a impactante cena em que observa uma menina e imagina que aquela poderia ser a sua filha. Mas as coisas não saem como o planejado e fogem do cotidiano – ainda mais quando ela descobre, passiva ou ativamente, que o marido a está traindo com a advogada responsável pelo caso.

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A verdade é que a protagonista emerge a um patamar de trauma que revela suas consequências a cada minuto do filme. A linearidade proposital da atuação de Kirby é o que cria laços com o público e o que nos guia por essa montanha-russa emotiva. Novamente, as partes fragmentadas da trama valem muito mais a pena quando analisadas por conta própria do que quando inseridas em um contexto maior – não há muito a se dizer, de fato: as expectativas para um catártico finale caem por terra à medida que as reviravoltas e a crueza artística das sequências se desenrolam em momentos inesperados e um tanto quanto “bizarros”, no sentido figurativo da palavra. Mesmo quando Mundruczó flerta com a estética documentária ao trazer o processo do nascimento em seu estado mais primitivo, o equilíbrio entre as partes falha em entregar o que propõe.

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Pieces of a Woman é uma adição aprazível ao catálogo da Netflix, ainda mais por quebrar estereótipos acerca do casamento e da maternidade. É provável que o filme fature algumas indicações nas categorias de atuação nos circuitos de 2021, mas, no final das contas, é um esquecível título que se apoia mais no agora do que na posterioridade.

Pieces of a Woman (Idem – Canadá, EUA, 2021)

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Homelander está invencível em The Boys e deixa Butcher sem saída antes do finale

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Direção: Kornél Mundruczó
Roteiro: Kata Wéber
Elenco: Vanessa Kirby, Shia LaBeouf, Ellen Burstyn, Molly Parker, Sarah Snook, Iliza, Shlesinger, Benny Safdie, Jimmie Fails, Domenic Di Rosa
Duração: 128 min.

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Tags: #Benny Safdie #Ellen Burstyn #Molly Parker #Netflix #Sarah Snook #Shia LaBeouf #Vanessa Kirby
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Thiago Nolla
Escrito por

Thiago Nolla

Thiago Nolla faz um pouco de tudo: é ator, escritor, dançarino e faz audiovisual por ter uma paixão indescritível pela arte. É um inveterado fã de contos de fadas e histórias de suspense e tem como maiores inspirações a estética expressionista de Fritz Lang e a narrativa dinâmica de Aaron Sorkin. Um de seus maiores sonhos é interpretar o Gênio da Lâmpada de Aladdin no musical da Broadway.

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