CYBERLEEK reaparece com vazamento de hipercarro no GTA 6 após 24 horas de silêncio
CYBERLEEK volta a vazar GTA 6 com vídeo do hipercarro Thrax após 24 horas de silêncio total.
Vídeo mostra Jason roubando o Thrax, versão do jogo para um Bugatti
O vazador de GTA 6 conhecido como CYBERLEEK voltou a publicar material nesta sexta-feira (21/8), encerrando especulações de que havia sido finalmente identificado pela Take-Two. O grupo ficou mais de 24 horas sem postar nada, quebrando o ritmo quase diário de vazamentos que vinha mantendo desde o início da semana, o que levantou teorias de que a investigação da publisher havia surtido efeito.
O novo vídeo, batizado de “Hypercar Part I”, tem pouco mais de dois minutos e mostra o protagonista Jason Duval roubando um hipercarro do jogo, o Thrax, veículo inspirado visualmente em um Bugatti. As imagens mostram o motorista resistindo à abordagem, evidenciado por um comando na tela, antes de ser arrancado do veículo. Ao fundo, tocam as músicas Unforgettable, de French Montana, e Players, de Coi Leray, enquanto Jason dirige pela cidade exibindo um dos carros presumivelmente mais caros disponíveis no jogo.
Publicidade da criptomoeda continua sobreposta ao vídeo
Assim como nos vazamentos anteriores, o material vem acompanhado de promoção direta da criptomoeda ligada ao grupo, reforçando que o esquema de monetização segue ativo mesmo após o período de silêncio. Um comentário zombeteiro incluído no próprio vídeo brinca que “CyberLeek não sabe dirigir”, em tom de autoironia sobre a qualidade da condução mostrada nas imagens.
Posts com o material já estão sendo removidos das redes sociais pela Take-Two Interactive, e o link disponível no site do próprio CYBERLEEK também parou de funcionar pouco depois da publicação. Ainda assim, o vídeo continua circulando por outros canais, repetindo o padrão de “jogo de gato e rato” que já marca esse vazamento desde o início.
Um indício sobre até onde o vazador consegue avançar no jogo
Um detalhe técnico chamou atenção de quem acompanha de perto o caso. Segundo o usuário SynthPotato, conhecido pela cobertura de notícias da Rockstar, o CYBERLEEK parece estar preso no mesmo ponto do jogo em vazamentos anteriores, incapaz de avançar na história principal. Isso sugere que a build à qual o grupo tem acesso pode ser limitada, o que ajudaria a evitar spoilers importantes sobre o desfecho da trama.
O verdadeiro motivo por trás do movimento
O CYBERLEEK afirma que a motivação dos vazamentos é combater práticas consideradas hostis ao consumidor, incluindo o suposto abandono de discos físicos por parte da Take-Two em favor de códigos digitais dentro de caixas. O grupo já havia divulgado três “mandamentos” que, segundo eles, publishers deveriam seguir: fim das pré-vendas digitais, fim de DLCs no dia do lançamento e garantia de funcionamento offline para jogos single-player.
Apesar do discurso, fica cada vez mais evidente que a real motivação por trás da operação é a promoção da própria criptomoeda, evidenciada pelos anúncios constantes embutidos nos vazamentos e pelo sistema de votação paga que decide qual vídeo será liberado a seguir. O próprio movimento Stop Killing Games, dedicado a combater exatamente esse tipo de prática anticonsumidor na indústria, já condenou publicamente a atuação do CYBERLEEK, recomendando que os fãs não comprem o token do grupo.
Silêncio que ainda gera especulação
O motivo exato para o apagão de 24 horas segue sem explicação oficial. É possível que o grupo tenha adotado mais cautela para evitar ser identificado pela ação judicial movida recentemente pela Take-Two, ou, em uma leitura mais cética, que estivesse simplesmente buscando outras formas de lucrar com o material antes de retomar as publicações.