Diretor corta cenas de sexo de Só Por Uma Noite após teste com Gen Z
Will Gluck revela que cortou cenas de sexo gravadas nas ruas de NY após reação do público em pré-testes.
Só Por Uma Noite estreia em 27/8 nos cinemas brasileiros com uma premissa que já rendeu volume alto de nudez nas filmagens, mas quase nada dela sobreviveu ao corte final. O diretor Will Gluck revelou que boa parte das cenas de sexo gravadas nas ruas de Nova York foi retirada do longa depois que sessões de teste mostraram o efeito que elas causavam na plateia.
Na trama, sexo antes do casamento é proibido no mundo inteiro, exceto por uma única noite ao ano. Allie (Monica Barbaro) e Owen (Callum Turner) se cruzam nessa data, após serem abandonados pelos respectivos parceiros, e vivem 12 horas de caos pelas ruas de Nova York, cenário que a produção usou como pano de fundo para mostrar casais em situações íntimas nas ruas.
A reação do público em sala mudou o corte final
Segundo Gluck, gerações mais novas de espectadores têm demonstrado desconforto físico ao ver cenas de sexo em salas de cinema, um padrão que ele já havia identificado durante a edição do filme anterior, Todos Menos Você, e que se confirmou nos testes deste novo projeto. Ele descreve o comportamento observado durante as exibições: o público se distrai da cena, olha para quem está ao lado e sai do clima da história.
Isso levou a cortes sucessivos ao longo da pós-produção. O diretor afirma que havia bem mais nudez na montagem original, incluindo cenas filmadas nas ruas de Nova York com casais reais escalados especificamente para figuração em situações de beijo e insinuação sexual, sob acompanhamento de um coordenador de intimidade contratado pela produção. Segundo ele, o equilíbrio só apareceu depois que boa parte desse material foi retirada, e as reclamações da plateia sobre desconforto desapareceram das sessões seguintes.
Diretor associa a mudança a um comportamento mais amplo
Gluck credita essa reação não apenas à faixa etária mais jovem do público, mas a uma mudança social maior: segundo ele, nudez e situações adultas migraram das telas de cinema para o consumo privado, no celular, o que tornaria qualquer exposição do tipo numa sala cheia mais incômoda do que há alguns anos.