Fifa proíbe bolsas luxuosas nos estádios da Copa do Mundo 2026
O regulamento permite bolsas opacas de no máximo 11,4 cm de largura. Apenas a Kelly Mini da Hermès passa pelo crivo.
Uma regra que ninguém esperava
A Copa do Mundo de 2026 chegou com um regulamento de entrada nos estádios que está causando dor de cabeça num segmento muito específico: colecionadoras de bolsas da Hermès. As normas da Fifa limitam o tamanho dos acessórios permitidos nas arquibancadas, e praticamente todos os modelos clássicos da grife francesa ficaram de fora.
Para bolsas transparentes, o limite é de 30 centímetros de largura e profundidade por 15 centímetros de altura. Para as opacas, as restrições são ainda mais rígidas: no máximo 11,4 centímetros de largura por 16,5 centímetros de altura. Com essas medidas, apenas a Kelly Mini da Hermès passa pelo crivo. Os modelos Birkin e Kelly tradicionais, frequentemente vistos nos braços de esposas e namoradas de jogadores em eventos da seleção, estão vetados.
A adaptação forçada
A influenciadora Gabriely Miranda, conhecida por colecionar peças da Hermès, alertou sobre a restrição em entrevista publicada no YouTube: “Esquece, não pode. Bolsa pequena, carteirinha só.” A mudança chegou a surpreender profissionais de moda que precisaram reformular produções planejadas para os dias de jogo antes mesmo do início do torneio.
Na estreia do Brasil contra o Marrocos, no último sábado, a Kelly Mini já aparecia como a escolha predominante nas arquibancadas. Duda Fournier, casada com Lucas Paquetá, levou uma versão azul do modelo. Em compromissos anteriores da seleção, ela havia optado por uma Kelly tradicional em amarelo. Duda Santos, esposa do atacante Rayan, também fez a troca: trocou a Birkin de couro de crocodilo que costumava usar no Brasil pela versão mini nos Estados Unidos.
O contexto das peças em questão
As bolsas da Hermès não são apenas acessórios de moda. A marca francesa recentemente ultrapassou a Louis Vuitton em valor de mercado e mantém sua posição de prestígio justamente pela escassez e pelo processo artesanal de produção. Modelos Birkin em edições raras podem superar R$ 1 milhão. As versões mais comuns, ainda assim, costumam ser negociadas entre R$ 100 mil e R$ 200 mil. São itens que comunicam pertencimento a um universo específico de consumo, o que explica por que aparecem com tanta frequência em eventos de alto perfil como a Copa do Mundo.