FromSoftware barrou remake de Bloodborne proposto pela Bluepoint antes do estúdio fechar
Relatório aponta que a Bluepoint Games propôs um remake de Bloodborne no ano passado, mas a FromSoftware bloqueou a ideia
A trágica história do encerramento da Bluepoint Games acaba de ganhar um novo e frustrante capítulo para os fãs da PlayStation. Antes de ter suas portas fechadas no mês passado, o estúdio tentou aprovar um ambicioso remake do aclamado Bloodborne.
De acordo com um novo relatório publicado pela Bloomberg, a proposta de recriação foi apresentada internamente no início do ano passado. No entanto, o projeto não seguiu em frente porque a própria FromSoftware, criadora original do título, bloqueou a iniciativa.
A proteção de Hidetaka Miyazaki
Embora a PlayStation seja a dona oficial da propriedade intelectual de Bloodborne, a relação de respeito com os criadores originais falou mais alto. O ex-executivo da Sony, Shuhei Yoshida, já havia abordado o assunto e compartilhado uma teoria sobre a ausência de novidades.
Em uma entrevista ao canal Kinda Funny Games no ano passado, Yoshida sugeriu que Hidetaka Miyazaki, presidente da FromSoftware, é extremamente apegado à sua criação. A teoria aponta que Miyazaki deseja comandar um remake no futuro e não quer que mais ninguém mexa na obra.
Yoshida reconheceu a frustração constante da comunidade, que clama incansavelmente por atualizações ou portes para o PC. Ele ressaltou que, devido ao estrondoso sucesso atual e à agenda lotada de Miyazaki, a Sony prefere respeitar a vontade do diretor e manter o projeto na geladeira.
O fim de uma era para a Bluepoint
A revelação dos bastidores torna o destino da Bluepoint Games ainda mais amargo para a comunidade de jogadores. A Sony confirmou o encerramento do estúdio no mês passado, exatos cinco anos após oficializar a compra da talentosa desenvolvedora sediada no Texas.
A equipe havia construído uma longa história de parceria com a PlayStation e era mundialmente renomada por sua excelência técnica. O legado do estúdio inclui recriações impecáveis de clássicos, deixando agora os fãs apenas na imaginação do que poderia ter sido feito com Bloodborne.
Editor-geral do Bastidores, formado em Cinema.
Apaixonado por histórias que transformam.
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