Kathleen Kennedy diz que sentiu alívio ao deixar a Lucasfilm e não precisar mais lidar com Star Wars
Em evento da Bloomberg, Kathleen Kennedy diz que deixar a presidência da Lucasfilm trouxe alívio após 14 anos.
Perguntada se deixar a Lucasfilm tinha sido agridoce, Kathleen Kennedy respondeu que não. A produtora, de 73 anos, disse ter sentido “um pouco de alívio” ao sair da presidência do estúdio de Star Wars, em janeiro, depois de quase 14 anos no cargo. Ela falou na noite de quarta-feira (30), em entrevista no evento anual Screentime, da Bloomberg, em Los Angeles, conduzida por Brad Stone, editor da Bloomberg Businessweek.
Segundo Kennedy, o trabalho nunca foi fácil, e assumir algo criado por George Lucas foi um desafio imenso. O peso era ainda maior porque ela chegou em 2012, pouco antes de a Disney comprar a empresa por US$ 4,05 bilhões.
O conselho de George Lucas: “está tudo aqui”
Kennedy contou que, ao ser escolhida por Lucas para sucedê-lo, perguntou se ele tinha algum material ou orientação sobre o rumo das histórias. A resposta foi que não era preciso, porque estava tudo na cabeça dele, e ela apontou para a própria cabeça ao contar. Kennedy comentou que seria interessante tentar extrair aquilo.
O equilíbrio entre fãs e novidade
Para Kennedy, a parte mais difícil de comandar a Lucasfilm foi equilibrar duas coisas. De um lado, o público para quem a franquia significa muito. De outro, a necessidade de criar algo novo e original. O encontro desses dois pontos, segundo ela, é o ponto mais delicado.
No evento, Kennedy disse que é preciso ouvir os fãs sem transformar isso em um referendo, e que também é preciso apoiar artistas com visões claras para histórias na galáxia de Star Wars. A gestão dela teve altos e baixos: elogios a Andor e reação negativa de parte do público a The Acolyte e Star Wars: Skeleton Crew.
O que ela considera suas maiores conquistas
Entre os feitos de que mais se orgulha, Kennedy citou o relançamento da franquia no cinema com Star Wars: O Despertar da Força (2015) e a chegada de Andor e The Mandalorian. A gestão dela também teve a trilogia sequência e a série Ahsoka.
Antes da Lucasfilm, ela foi parceira de longa data de Steven Spielberg, como produtora de filmes como Jurassic Park e Lincoln, além de clássicos como De Volta para o Futuro e Gremlins.
O que vem depois
Dave Filoni assumiu a presidência e a direção criativa da Lucasfilm, ao lado de Lynwen Brennan, como copresidente. Kennedy segue ligada a Star Wars como produtora de Star Wars: Starfighter, filme dirigido por Shawn Levy que estreia em 28 de maio de 2027.
Ela voltou a produzir de forma independente, junto do marido, Frank Marshall. No mesmo evento, Kennedy disse ainda que vê um “vazio de liderança” em Hollywood diante do avanço da inteligência artificial e que quer ajudar a orientar o setor.