Cinema

Kaylee Hottle, atriz de Godzilla vs. Kong, morre aos 18 anos

Kaylee Hottle, atriz de Godzilla vs. Kong conhecida por representar a comunidade surda no cinema, morre aos 18 anos.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
2 min de leitura

A atriz americana Kaylee Hottle, conhecida por interpretar Jia nos dois filmes recentes da franquia Godzilla vs. Kong, morreu nesta terça-feira (21) em decorrência de um acidente de carro em Frederick, no estado americano de Maryland. Ela tinha 18 anos.

A confirmação veio do próprio pai da atriz, Joshua Hottle, em entrevista ao TMZ e também em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, feita em língua de sinais americana (ASL). Segundo ele, precisou viajar do Texas até Maryland para reconhecer o corpo da filha, relatando que o coração dela parou de bater ainda a caminho do hospital.

Uma carreira construída dentro da comunidade surda

Kaylee nasceu em uma família com quatro gerações de parentes surdos e começou a atuar ainda criança, aparecendo em comerciais voltados à comunidade surda antes de estrear no cinema. Seu grande momento de reconhecimento veio em 2021, quando foi escalada para viver Jia, órfã surda e última sobrevivente da tribo Iwi, em Godzilla vs. Kong, formando um vínculo emocional com o gigante Kong por meio da língua de sinais.

A atriz reprisou o papel na sequência Godzilla e Kong: O Novo Império, lançada em 2024, atuação que lhe rendeu uma indicação ao Saturn Award de melhor performance jovem. Ela também participou de um episódio do reboot de Magnum P.I., na CBS, em 2021.

Uma perda sentida por toda a comunidade escolar

Kaylee cursava o último ano na Texas School for the Deaf, em Austin, instituição que confirmou a morte em comunicado publicado no Facebook. A escola pediu que as pessoas evitem especular sobre as circunstâncias do acidente enquanto as informações ainda são escassas, reforçando que está oferecendo suporte psicológico a colegas e funcionários diante do impacto significativo da perda.

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A morte de Kaylee gerou uma onda imediata de homenagens nas redes sociais, com fãs e colegas de profissão lamentando a perda precoce de uma atriz celebrada justamente por trazer representatividade autêntica da comunidade surda às telas.

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