Cinema

Live-action de Moana tem estreia decepcionante nos cinemas americanos

Moana live-action abre com até US$ 46 milhões nos EUA, bem abaixo dos US$ 130 milhões esperados pela Disney globalmente.

Matheus Fragata
Matheus Fragata Redação
3 min de leitura

O live-action de Moana não repetiu o sucesso das versões animadas nas bilheterias americanas. A produção estreou com US$ 42 milhões a US$ 46 milhões no fim de semana nos Estados Unidos e somou apenas US$ 95 milhões globalmente, bem abaixo dos US$ 130 milhões esperados pela Disney.

O resultado doméstico está entre os mais fracos de um live-action da Disney baseado em um clássico animado, próximo aos números de Branca de Neve (US$ 42,2 milhões) e Dumbo (US$ 45,99 milhões). Historicamente, quando a Disney transforma animações da era pré-Katzenberg, entre os anos 1980 e 1990, em live-action, o retorno costuma ser discreto.

A esperança agora recai sobre o CinemaScore A- do filme para gerar boca a boca e atrair público durante a semana. Entre o público feminino, a nota chegou a A, com A+ entre espectadores com menos de 18 anos. Já a recomendação definitiva do PostTrak, considerada o termômetro mais confiável de boca a boca, ficou em 63% no geral, chegando a 78% entre mulheres acima de 25 anos.

Um WTF do tamanho do oceano

O desempenho surpreendeu o mercado. As projeções indicavam uma abertura entre US$ 70 milhões e US$ 80 milhões, com pré-vendas de US$ 4 milhões apontando para uma estreia de pelo menos US$ 60 milhões.

O motivo do tropeço parece estar mais ligado à data de lançamento do que à qualidade do filme. Moana chegou perto demais de Moana 2, que arrecadou mais de US$ 1 bilhão globalmente há menos de dois anos, e também disputou espaço com o sucesso recente de Toy Story 5 e de Minions e Monstros, da Illumination/Universal. Ambos os concorrentes seguem com desempenho forte nas semanas seguintes ao lançamento.

Mesmo com a janela apertada entre lançamentos family, o público que compareceu não rejeitou o filme. A crítica, por outro lado, classificou o live-action como uma adaptação repetitiva do material original. A trilha inclui apenas uma música inédita de Lin-Manuel Miranda, “Along the Way”, exibida nos créditos finais.

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Por que a Disney escolheu essa data

O período pós-4 de julho costuma ser generoso com a Disney, tendo lançado franquias como Piratas do Caribe e Homem-Aranha: De Volta ao Lar na mesma janela. Mas o estúdio evitou o fim de semana de 24 a 26 de julho por um motivo específico: não queria ficar espremido entre A Odisseia, de 17 de julho, e Homem-Aranha: Um Novo Dia, de 31 de julho, dois dos maiores lançamentos esperados para 2026.

O projeto do live-action de Moana foi anunciado por Dwayne Johnson e pelo CEO da Disney, Bob Iger, em reunião de acionistas em abril de 2023. A data de estreia mudou diversas vezes ao longo da produção, que somou 60 semanas de pós-produção para um filme com 2 mil planos e orçamento de US$ 250 milhões, boa parte dedicada a efeitos visuais.

Outras estreias do fim de semana

A Morte do Demônio: Em Chamas, com direção de Sébastien Vanicek, arrecadou US$ 6,7 milhões só na sexta-feira, incluindo sessões antecipadas, com projeção de chegar perto de US$ 15 milhões no fim de semana. O filme recebeu CinemaScore B, mesma nota do capítulo anterior da franquia, lançado em 2023.

O Convite, comédia dramática dirigida e estrelada por Olivia Wilde, expandiu de 28 para 1.610 cinemas e somou US$ 5,7 milhões no fim de semana, com recomendação definitiva de 69% no PostTrak e 89% de aprovação positiva entre o público.

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