Lojas japonesas cortam embalagens de cartas Pokémon para combater cambistas
Lojas japonesas passaram a cortar embalagens de pacotes de cartas Pokémon para reduzir o valor de revenda
O mercado de cartas Pokémon convive há anos com um problema crônico: cambistas que compram grandes quantidades de pacotes no lançamento para revendê-los com lucro, deixando fãs reais sem acesso ao produto. Lojas no Japão encontraram uma solução criativa para dificultar essa prática: cortar os cantos das embalagens dos booster packs antes de vendê-los.
A tática foi revelada por um usuário no X e rapidamente repercutiu entre colecionadores. A lógica é simples: uma embalagem danificada perde boa parte do valor de revenda no mercado secundário, já que colecionadores e cambistas costumam precificar pacotes fechados e intactos a preços inflacionados. As cartas dentro dos pacotes, por sua vez, continuam intactas e com seu valor preservado.
Uma medida que vai além do Japão
Nos comentários da publicação original, outros usuários relataram que a prática não é exclusiva do Japão. Há registros de lojas em outros países também cortando os lacres de Elite Trainer Boxes — caixas maiores com múltiplos pacotes — pela mesma razão.
A medida não é perfeita. Danificar embalagens não é exatamente o ideal para quem compra o produto com boas intenções. Mas para quem realmente quer jogar ou colecionar, o estado da embalagem raramente é o ponto central da compra.
Vai acabar com os cambistas?
A resposta honesta é não. Cambistas são determinados e adaptáveis. Se um conjunto específico de cartas estiver esgotado em todo lugar, ainda haverá compradores dispostos a pagar caro por pacotes danificados. Ainda assim, a barreira extra deve desincentivar uma parcela significativa deles — e, para as lojas que querem priorizar seus clientes reais, já é um avanço considerável.
Editor-geral do Bastidores, formado em Cinema.
Apaixonado por histórias que transformam.
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